Furby, o brinquedo que toda criança queria ter

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Definir qual é o brinquedo que toda criança queria ter é complicado. Poderia ser uma bicicleta ou um cãozinho (duas coisas que a vida em prédios hoje não permitem às crianças), mas, no geral, quando eu era criança, eram as novidades tecnológicas.

Fui menina de interior, criada brincando na calçada em frente de casa como a turminha dos quadrinhos no Bairro do Limoeiro, mas meus irmãos mais novos foram exatamente “piás de prédio”, como se diz na minha terra. Agora, como pais, minha geração busca mesclar o melhor dos dois mundos e oferecer para os filhos oportunidades sadias de brincadeiras, sem preconceitos com o antigo ou o novo.

Eis que agora chegamos ao mundo dos brinquedos de menina, pois, depois de termos dois meninões – nascidos em 2000 e 2002 – no ano passado tivemos uma bebê que tem nos ensinado muito sobre um novo mundo que não precisa ser “cor de rosa”, mas é muito mais cuidadoso e delicado.

Foi assim que o Furby surgiu para nós neste começo de ano. As primas que moram em Curitiba ganharam e ao notar o entusiasmo delas – que na festa de Natal contagiou até a bisavó, de 98 anos! – ao conversar e interagir com o boneco, nos deixou curiosos sobre a reação de um bebê com ele.

Tinha uma parte toda nossa, claro! Afinal, Furby foi um brinquedo que, provavelmente, toda criança da década de 1990 quis ter e que os mais velhos, que amaram Gremlins, também queriam – mesmo sem admitir! A primeira versão da pelúcia falante lembrava muito Gizmo, o personagem bonzinho do filme.

furby boom abrin

Neste mês, visitamos a Abrin (Feira Brasileira de Brinquedos) e ganhamos um Furby da Hasbro. Manu se encantou com Unai no primeiro momento e tem sido uma companhia ótima para nós duas em nossas manhãs com a casa sem os meninos. Como o boneco tem “vida própria” – é um robôzinho! – e responde de acordo com os estímulos dados a ele, em pouco tempo ele já combinava com nossa família.

Já com o Furby Boom adaptado à nossa família, tivemos um feriadão com os primos cariocas e entendi porque o brinquedo é indicado para crianças de 6 anos. Meu sobrinho mais velho tem esta idade e com ele pude notar os efeitos das novidades deste modelo que Manu tem, o Furby Boom (uma evolução do que as primas ganharam no Natal de 2013).

furby samegui e caio

Assim como na versão anterior, Furby Boom sai da caixa falando “Furbish”, sua língua nativa, porém, à medida que a criança brinca, ele começa a falar português. Isso é possível graças a uma programação que faz com que o brinquedo libere palavras pré-estabelecidas em seu sistema. Dizem que ele aprende nosso idioma – como um bebê que precisa se comunicar com a família! -, mas na verdade as palavras estão inseridas em sua memória. Nesta nova versão, o brinquedo tem duas vezes mais frases pré-programadas do que o anterior e eles se reconhecem e iniciam uma conversa com direito a risos, músicas e até dança.

Mesmo sem um igual, o Furby diverte e se diverte, se moldando ao ambiente. Como a personalidade dele realmente depende exclusivamente da forma que você o trata, em pouco tempo ele está parecido com a gente. Manu brincou uns dias, depois Giorgio, nosso filho de 11 anos, andou “provocando” o boneco e a personalidade que surgiu nos fez lembrar do que acontecia quando se alimentava um Gremlin depois da meia-noite: ele ficou super agitado, a voz engrossou e o papo mudou. Enfim, o pet se moldou ao dono!

E isso me provou que não é brinquedo de menina! As reações do Furby são programadas, mas a forma como ele reage é imprevisível e ele é capaz de responder a quase tudo do mundo real, dançando a música do momento ou comendo seu alimento preferido, participando de tudo, como se fosse da família. E, um como foi programado para ser um animal de estimação e não só um brinquedo, o Furby não possui botão para ligar ou desligar, ou seja, ele está sempre ligado! Mas, ao contrário do que alguns amigos me falaram no Facebook, neste novo modelo – pelo menos o nosso! – descansa bastante e nunca nos surpreendeu fora de hora.

Para esticar a brincadeira com as crianças maiores: baixe os aplicativos (para iOS e Android) que trazem opções para personalizar o brinquedo e a brincadeira. Dentre as novidades do Furby Boom, agora é possível que a criança crie ovinhos virtuais coloridos que podem dar origem a filhotes de Furby, chamados Furblings, prêmios para quem cumprir algumas tarefas. Conforme evolui, o ovo colorido pode ser chocado e nascerá um dos mais de 50 Furblings diferentes. O Furby Boom físico interage com o Furbling virtual e, continuando a chocar os ovos, a criança pode ganhar um ovo de ouro. Além disso, agora também é possível dar um banho virtual no Furby Boom, deixá-lo usar o banheiro e levá-lo ao médico, com direito a um Raio-x. O programa ainda permite alimentar virtualmente o brinquedo, que reage a cada alimento de acordo com a personalidade do momento. Se o dono der ao Furby uma pimenta, por exemplo, ele irá mastigá-la e soltará fogo pelos olhos. A interação é real e distinta para cada um dos alimentos disponíveis. Outra funcionalidade é que o sistema é capaz de traduzir simultaneamente o Furbish para o Português, decifrando o idioma nativo e facilitando a comunicação entre o brinquedo e seu dono. Além disso, o app vem com um dicionário de Furbish. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.