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Se você gostou de Amistad, O último dos moicanos e tem uma “simpatia” pelo Drogo, de Game of Thrones, vale reservar um tempo para ver Frontier.

Desde que a Netflix divulgou o primeiro trailer do drama histórico produzido em parceria com a Discovery Canadá, achei interessante. Gosto de aproveitar séries, documentários e filmes para descobrir nuances históricas de regiões fora do tradicional.

Parece que o Canadá tem sido uma aposta para isso. Séries que se passam lá e têm elenco canadense, como Orphan Black e Travelers, são exemplos disso. Eu sigo assistindo!

O pano de fundo de Frontier é a luta entre europeus e autóctones, os nativos, é o pano de fundo, numa história que lembra um pouco Dança com Lobos.

São boas histórias para quem gosta de um pouco de história.

E para quem tem simpatia pelo país, como eu, que eu tive amigos intercambistas, na época do High School, que eram de Alberta, Briths Colombia e Manitoba e hoje em dia tenho amigos e parentes que migraram para lá, é uma viagem ou a sugestão de coisas diferentes para ver numa ida!

Nesta tem um plus:  Jason Momoa. Khal Drogo de Game of Thrones, Ronon Dex de Star Gate Atlantis, Jason de Baywatch,  Arthur Curry e Aquaman na nova Liga da Justiça.

Ele nunca parece o mesmo e é um colírio do tipo “ô lá em casa”!

Budista praticante, havaiano de nascimento, – sobrinho do famoso surfista havaiano Brian L. Keaula e o mais jovem Guarda-Vidas na história da Costa do Golfo, o moço se empenha para ir além da (boa) aparência. Sempre que pode, dedica parte de seu tempo para ajudar a concientizar jovens com palestras em escolas e ajuda em campanhas de combate a fome, como as realizadas pelo Hawaii Food Bank. Momoa nasceu em 1977 e é casado com a atriz Lisa Bonet (Alta Fidelidade) com quem tem dois filhos: Lola Iolani Momoa (2007) e Nakoa-Wolf (2008).

 

E sobre a série:

Nesta história, Momoa vive Declan Harp, um homem “ambicioso, confiante, carismático selvagem com uma reputação de ser um implacável comerciante movido por luxúria e vingança”. O trailer já mostra que ele será o principal inimigo dos grandes negociantes do local, prometendo dar trabalho com a sua implacável reputação.

Trata-se de um drama de aventura que acompanha uma batalha pelo controle do comércio de peles na América do Norte durante o século 18, contada através de múltiplas perspectivas e conflitos de interesses entre tribos nativas e recém-chegados europeus.

A caracterização é boa, como os momentos de crueldade e escuridão necessários para caracterizar essa época cruel em que a vida humana não valia nada.

Os atores canadenses Allan Hawco e Landon Liboiron (Declan Coyne de Degrassi: The Next Generation, e Josh Shannon de Terra Nova) ajudam a reunir mais talentos do país que a gente não sabia que não eram estadunidenses!

Duas figuras femininas são interessantes: Imogene, a dona do bar/bordel vivida por Diana Bentley (de Downton Abbey), e a líder indígena Kamena, vivida por Tantoo Cardinal,  que é uma figura nacional e a mais importante atriz “nativa” (indígena) do país.

Li que, como todo bom anti-herói, Harp tem uma história passada que justifica sua crueldade e a obsessão mútua com Lorde Benton (vivido pelo premiado ator Alun Armstrong). “Frontier” é escrita em torno dos dois, um jogo de gato e rato entre os pólos da trama. E concordei, com isso e com outra declaração: Momoa salva até os (muitos) dialogos ruins.

Frontier já está renovada para a segunda temporada, e embora a primeira já tenha sido exibida no Canadá, chegou à Netflix no dia 20 de janeiro.

E a história tem sentido?

Bom, há controvérsias, claro. Mas creio que Frontier traz um pouco de curiosidade sobre o tema, o que é bom.

Eu mesma fui pesquisar e descobri coisas interesantes.

Os índios canadenses, preferencialmente chamados de Primeiras Nações, estão passando por um período de transição, e procuram um renascimento cultural, social, político e econômico.

(Foto de Mohd Samsul Mohd Said/Getty Images)

(Foto de Mohd Samsul Mohd Said/Getty Images)

Dados atuais:

  • No Canadá existem quase 540 mil índios registrados ou pessoas que têm o status de índios, o que equivale a 1,8% do total da população do país.
  • Quando é “registrado”, o indivíduo é reconhecido sob a lei federal como índio, com certos direitos, privilégios e benefícios.
  • Cerca de 55% dos índios registrados vivem em reservas demarcadas para o uso e benefício dos indígenas.
  • Há mais de 2200 reservas espalhadas pelo Canadá para cerca de 605 Primeiras Nações. A maioria localiza-se em zonas rurais, muitas são isoladas e algumas não são habitadas.

Quando as reservas surgiram? Isso é uma surpresa! 

Em 1760, a Grã-Bretanha obteve o controle da maior parte da América do Norte e, três anos mais tarde divulgou a Proclamação Real, que demarcava terras para os índios e determinava que apenas os governos poderiam intervir nas questões de terras indígenas. Isso levou a uma série de pactos de cessão de terras, sob os quais as Primeiras Nações abriram mão de suas reivindicações de tratos especificados de terras em troca de pagamentos de quantias e anuidades. As terras também eram demarcadas como reservas – áreas para uso e benefício das Primeiras Nações – que não seriam acessíveis aos colonizadores chegando ao Canadá da Europa e Estados Unidos. Sob os termos de muitos acordos, os direitos de caça e pesca das Primeiras Nações também foram protegidos.

Quer saber mais? Comece por este texto, de fevereiro de 2013: Native Status Question In Canada Complex, Historically-Rooted: Experts. Depois vale ver como Justin Trudeau está tratando da questão: Indigenous and Northern Affairs Canada.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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