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Hoje postei esta foto no meu instagram e foi curioso notar os comentários. Sempre tem gente que pensa que vender é feio e que digno é doar. Mas eu penso que muita gente super digna não aceita doações e poderia se beneficiar com uma compra justa. O que vocês acham? P.S. Por muito tempo a gente dava/doava o que não queria mais, mas descobrimos que quando vendemos com um preço legal os objetos em bom estado (e aqui é assim, pois eu mudo a casa toda hora!) as pessoas ficam contentes por comprar e a gente amortiza os custos. É uma corrente do bem!

Postei no meu instagram esta foto da sala vazia contando que vendi a mesa antiga de jantar para comprar uma nova e foi curioso acompanhar os comentários.

Sempre tem gente que pensa que vender é feio e que digno é doar. 

Mas eu penso que muita gente super digna não aceita doações e poderia se beneficiar com uma compra justa.

Por muito tempo a gente sempre dava/doava o que não queria mais, mas descobrimos que quando vendemos com um preço legal os objetos em bom estado (e aqui é assim, pois eu mudo a casa toda hora!) as pessoas ficam contentes por comprar e a gente amortiza os custos. É uma corrente do bem!

E neste período de vendedora (embora ainda seja doadora também) aprendi algumas coisas:

– Vender é movimentar a economia, além de atingir pessoas que não seriam beneficiadas com a doação né? Muitas vezes nossos bens nem teriam sentido para quem recebe doações, mas por nos constrangermos com a venda, deixamos de alcançar quem gostaria deles.

– Já doei muitos móveis, objetos, roupas e ainda liberto livros, mas aprendi que vender não tem nada de errado. Feio é a gente se achar superior e não deixar a economia colaborativa girar. 

– Uma vez, há uns 4 anos, “ganhei” uma máquina de lavar roupas e a minha estava quase nova. Insisti em doar e fiquei 2 meses com a antiga na sala! Foi um excesso meu, deixei de favorecer muitas pessoas que poderiam pagar 50% do preço da máquina e seriam beneficiados.

– E ainda faço muitas doações, quem me segue sabe. Mas descobri que muitas coisas nossas (móveis muito grandes, livros muito específicos, roupas infantis muito sociais) são melhor aproveit

– Dar para pessoas amigas é diferente de doar, né? Quando minha caçula estava para nascer uma “colega de trabalho” chegou numa reunião com uma sacola imensa de brinquedos de bebê que a filha não usava mais e me falou: a Manu usa até eu ter outro bebê. Deu tempo certinho, um ano depois eu estava deixando a mesma sacola na casa dela. 

– No meu condomínio de Curitiba tinha muitos bebês e crianças da mesma idade e a gente ia dando roupas uns pros outros conforme cresciam, era muito legal.

– Essa é a proposta do Mercadinho Kids, que a Nívia conheceu no lançamento a convite do blog – tem post dela aqui. Como ela lembrou, “tem coisa que são caras e que, se adquiridas de segunda mão, se tornam acessíveis a quem não pode ou não quer pagar o preço de um novo. Isso é muito bacana”.

Free Your Stuff é um movimento que incentiva a doação de objetos, ideias e experiências, promovendo a redução, reutilização de itens do dia a dia, de forma prática.  Tudo aqui é gratuito, mas o objetivo não é a caridade, o acúmulo de objetos somente por serem gratuitos e nem a revenda. Também não somos parte de brechós, bazares ou Família Vende Tudo.  O grupo é dedicado a todos que tendem a acumular e preencher os espaços que poderiam ser utilizados para algo mais interessante do que o simples armazenamento.  Free Your Stuff são comunidades autônomas pelo mundo e hoje já existem hoje grupos em Paris, Luxembourg, Trier, Mainz, Copenhagen, Kaiserslautern, Berlin, Budapest, Malmö, Stuttgart (basta adicionar “Free Your Stuff + o nome da cidade" para encontrar algum).  Quaisquer das informações contidas no grupo são livres e podem ser copiadas /coladas e modificadas para criar um novo grupo e atender às necessidades locais, desde que a principal diretriz seja a de não usar dinheiro como meio de troca. Lembrando que: os animais não são coisas, assim que não deve ser incluídos, trocados ou doados.  A descrição que você pode usar para o seu grupo FYS local pode ser encontrada no FYS Berlin: https://www.facebook.com/notes/free-your-stuff-berlin/group-guidelines-new-members-please-read-/592901427446335

No mesmo dia, à tarde, falei pelo telefone (sim isso existe) com uma amiga e ela me indicou o grupo Free Your Stuff Brasil, um movimento que incentiva a doação de objetos, ideias e experiências, promovendo a redução, reutilização de itens do dia a dia, de forma prática. As Free Your Stuff são comunidades autônomas pelo mundo e hoje já existem hoje grupos em Paris, Luxembourg, Trier, Mainz, Copenhagen, Kaiserslautern, Berlin, Budapest, Malmö, Stuttgart (basta adicionar “Free Your Stuff + o nome da cidade” para encontrar algum).
Tem algumas regras deste tipo de grupo: 
  • Tudo é gratuito, mas o objetivo não é a caridade, o acúmulo de objetos somente por serem gratuitos e nem a revenda. Também não somos parte de brechós, bazares ou Família Vende Tudo. O grupo é dedicado a todos que tendem a acumular e preencher os espaços que poderiam ser utilizados para algo mais interessante do que o simples armazenamento.
  • Quaisquer das informações contidas no grupo são livres e podem ser copiadas /coladas e modificadas para criar um novo grupo e atender às necessidades locais, desde que a principal diretriz seja a de não usar dinheiro como meio de troca. Lembrando que: os animais não são coisas, assim que não deve ser incluídos, trocados ou doados.

Leia também meu texto na Disney Babble no qual contei duas histórias de famílias que se beneficiaram comprando o que eu não usava mais 😉

Sam Shiraishi para Disney Babble perdendo o constrangimento com as vendas e trocas de usados
O armário ou a estante ficou pequena? É hora de rever o que não estamos usando muito porque ficou pequeno, está muito desgastado ou perdeu a utilidade.

 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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