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força amiga como ser uma boa amiga

Amiga mesmo é aquela pessoa que nem precisa te contar que algo não está bem ou que uma coisa maravilhosa aconteceu. Afinal, a sintonia é tamanha que a gente sabe. Da mesma forma, amiga é aquela pessoa que se preocupa com a gente e tem intimidade para falar sobre tudo.

Será que você tem uma boa amiga que pode tocar nos assuntos mais íntimos com você? Alguém que sabe se o seu check-up está em dia, se você fez o papanicolau ou a mamografia anual? Você tem sido uma boa amiga neste sentido?

Mas se não tem sido ou não tem tido, ainda é tempo. Divida com suas amigas a mensagem da #forçaamiga e reforce a campanha pelos cuidados da saúde íntima das brasileiras.

Creio que por ter estas inquietações em mim – a dúvida sobre ser uma boa amiga e ao mesmo tempo a falta de pessoas para pegarem no meu pé! – é que eu simpatizei com o movimento Força Amiga. Apesar de ser proposto por uma indústria farmacêutica, como eu, sociedades médicas, especialistas e ONGs se uniram à iniciativa objetiva apoiar pacientes com câncer de colo do útero e promover um debate sobre a doença, que é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as brasileiras. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) preveem 16.340 novos casos da doença este ano.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), há um aumento de 4,8% na incidência (15.590 registrados em 2015) e estima-se ainda que mais de 5 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença, o que totaliza uma morte a cada 90 minutos.

Há tratamento?

Um estudo brasileiro, publicado em 2014, com mais de 51 mil mulheres, mostrou que 20% das brasileiras com câncer de colo do útero respondem bem às tecnologias utilizadas atualmente e que os avanços científicos trouxeram recursos terapêuticos que podem aumentar a expectativa de vida até em pacientes diagnosticadas com câncer de colo de útero avançado. A escolha da terapia ideal para cada paciente dependerá do estágio da doença e condições clínicas da paciente, com tratamentos que contemplam as combinações de cirurgia, quimioterapia isolada ou radioterapia.

Mas o ideal é a prevenção e o tratamento desde o início, com alternativas que conhecemos, como a vacina contra o HPV e o Papanicolaou. No entanto, nem todas as mulheres têm acesso a esses tratamentos.

A previsão é que apenas daqui a 18 anos a vacinação contra o HPV, disponível desde 2014 para meninas, ajude na redução efetiva do número de casos de câncer de colo do útero, causados pelo papilomavírus (HPV). Até 2034, para muitas mulheres, esse câncer ainda poderá ser uma realidade, e o acesso à saúde integral da mulher é elemento estratégico para a inclusão social, busca de equidade e fortalecimento do sistema público de saúde.

Quem é a vítima do câncer de colo de útero atualmente?

Entre as pacientes que lutam contra a doença figuram mulheres jovens, média de idade de 49 anos, com baixa escolaridade e casadas. Essas mulheres enfrentam a realidade do diagnóstico do câncer de colo de útero e dão início a uma jornada com pouca informação, dificuldade de encaminhamento e acesso às inovações em tratamento para esses casos.

Sim, há uma necessidade real de empedrar as mulheres de todas as classes sociais. E se os casos são mais frequentes entre as mulheres com baixa escolaridade, talvez as maiores vítimas estejam mesmo entre os usuários do SUS, concordam?

Gostei de saber que este tema sai do consultorio padrão e da classe média privilegiada e tenta chegar a todos os cantos. Pelo menos em São Paulo, onde teremos ações entre 22 a 26 de agosto de 2016, das 8h às 13h e das 14h às 18h, para usuários das unidades de Itaquera, Santo Amaro e Sé nas unidades do Poupatempo, onde robôs interativos da campanha compartilharão mensagens de conscientização sobre a doença, desde sua fase inicial até a fase metastática.

Dividida em diferentes etapas, a campanha prevê ativação nas redes sociais, com o uso da hashtag #ForçaAmiga, engajamento de celebridades, sensibilização da sociedade por meio de conteúdo na conta de luz, em parceria com a AES Eletropaulo, intervenções no Metrô de São Paulo e no Programa Poupatempo. Ainda, prevê-se a disseminação de conhecimento entre os especialistas, jornalistas, blogueiras e influenciadores, para fomentar uma discussão integral sobre a saúde da mulher e mudar as estatísticas nacionais, desde aquela que precisa se prevenir até aquela que hoje já tem a doença, visto que 20% delas apresentam resposta terapêutica inadequada as tecnologias atualmente disponíveis.

O movimento é idealizado pela Roche, com parceria das seguintes entidades: Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos – EVA, a Associação Brasileira de Patologia do Trato Genitário Inferior e Colposcopia (ABPTGIC), a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), o Instituto Oncoguia, o Instituto Lado a Lado pela Vida e o Movimento Todos Juntos Contra o Câncer.

E para explicar porque eu escrevo sobre isso, #abreaspas para FEMAMA, entidade que apoio desde que criamos a Blogagem Coletiva Outubro Rosa, em 2008:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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