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Food Revolution Day: transmitindo para as crianças o direito de se alimentar bem
“Meu maior desejo é que todas as crianças conheçam os alimentos. Quer dizer, entendam de onde eles vêm, como cozinhá-los e como eles afetam o corpo.”
Jamie Oliver

Creio que muitos de nós comungam deste desejo do Jamie.

O que pouca gente lembra é que, no fundo, seu objetivo é aumentar a conscientização sobre o número crescente de vítimas de doenças ligadas à má alimentação – diabetes, obesidade, insuficiência cardíaca, AVC, entre outros bem conhecidos das famílias brasileiras.

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São mais de 43 milhões de crianças com menos de 5 anos obesas ou com sobrepeso no mundo. E, segundo artigo publicado no New England Journal of Medicine, as crianças de hoje são a primeira geração com expectativa de vida menor que a de seus pais, por causa da alimentação errada e do sedentarismo.

Por isso, o mote da campanha, que já se espalhou por cerca de 100 países, é: “Vamos deixar as crianças animadas com a comida“.

Como contei na minha coluna da Disney Babble, aqui em casa sempre teve um pequeno dizendo que seria chef – nosso filho do meio, Giorgio, alardeava isso desde os 3 anos! – mas foi depois de Jamie e da experiência como representante do NeverSeconds, movimento inspirado no Food Revolution Day, que o mais velho, Enzo, descobriu seu grande talento na cozinha, tanto que a gastronomia já chegou até a fazer parte dos possíveis planos de carreira dele para o futuro. Há ano eles criaram um projeto novo, o #2nerdsnacozinha, e fazem receitas ao vivo, no ritmo de Instagram, com microvídeos em tempo real sobre as comidas que preparam (quase) sem ajuda.

Sabem o que eu descubro nos bastidores? Vários amigos nossos, jovens que saíram da casa dos pais recentemente, se animam a cozinhar vendo os meninos, comentando: “Se eles fazem, eu tenho que conseguir”.

"Cozinhar é o mais privado e arriscado ato. No alimento se coloca ternura ou ódio. Na panela se verte tempero ou veneno. Cozinhar não é um serviço. Cozinhar é um modo de amar os outros."

Participe do “Food Revolution Day” (Dia da Revolução Alimentar) neste dia 15 de maio.

O convite é para que as pessoas cozinhem seus próprios alimentos, conheçam melhor sua própria comida e prestem atenção na forma como nos alimentamos.

🙂

Em cada um desses lugares foi criada uma programação especial para ensinar as crianças a cozinhar.

Por aqui, um dos eventos que levantamos foi o que acontece na Casa Viva Bill & Julia. A partir das 15h  deste sábado, 16/05, acontece por lá uma mini-feira orgânica com a presença de fornecedores (como Vegnarua) com produtos maravilhosos da roça. Às 16h, a cozinheira e pesquisadora de comida Bia Goll irá liderar uma uma roda de conversa interativa para todas as idades, falando de comida de verdade e alimento industrializado, com brincadeiras e experiências que vão estimular e explorar as papilas gustativas para uma verdadeira expansão do paladar. O encontro é na Casa Viva de Bill e Julia, rua Pedro Taques, 129, perto dos metrôs Paulista/Consolação, do ponto Pedro Taques na Consolação (em frente ao Cemitério) e perto também do ponto em frente ao supermercado Dia/Retrô Hair na rua Augusta.

Veja quem mais está apoiando o movimento:

A querida Chris Ferreira no Inventando com a mamãe aproveitou dicas do Guia Alimentar para a População Brasileira e comentou que no capítulo 4 descobriu o conceito da comensalidade, algo que ela já praticava sem saber.

E  a amiga Luciana Kotaka, psicóloga e autora de livros sobre Comportamento Magro, ressaltou o prazer de se alimentar de forma saudável. E deixou dicas bem práticas para mudar a dieta sem sofrer:

– Dê uma geral na cozinha, coloque plantas, deixe ela clara e ventilada, isso vai te manter mais motivada para cozinhar;

– Comece comprando os alimentos em feiras orgânicas, livres de agrotóxicos que além de fazerem mal, não favorece que o alimento tenha sabor;

– Compre livros de receitas que trazem sugestões para se usar temperos naturais, ou mesmo pode pesquisar na internet e obter várias opções interessantes;

– Utilize da criatividade, com certeza irá se surpreender em comer alguns pratos com alimentos básicos que normalmente não ousaria experimentar;

– A família às vezes cria uma certa resistência, mas ao provarem verificarão que o sabor é ótimo e o paladar já se adapta às novas mudanças.

E você, tem dicas? Conte também e participe deste Dia de revolução do bem!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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