Flores nos canhões 

Vista de longe, a Revolução Dos Cravos parece tão poética que soa irreal. Soldados recebem cravos das pessoas nas ruas e com eles calam suas armas. Uma música proibida (“Grândula Vila Morena”, de Zeca Afonso) é a senha tocada no rádio para avisar do início da mudança.
Mas esse movimento que derrubou o regime salazarista em Portugal em 1974 e estabeleceu liberdades democráticas, com o intuito de promover transformações sociais no país, foi verdadeiro e duro, fechando um ciclo de 48 anos de ditadura depois de um golpe militar (em 1926).


A revolta militar foi uma consequência dos 13 anos de guerra colonial, na qual os portugueses enfrentaram os movimentos de libertação nas suas colônias: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Ouvi dizer que não havia família portuguesa sem filhos na guerra.


No dia 25 de abril de 1974, explodiu a revolução. A população saiu às ruas para comemorar o fim da ditadura e distribuiu cravos, a flor nacional, aos soldados rebeldes em forma de agradecimento, dando origem ao nome “Revolução dos Cravos”.

Seremos capazes de reagir também para mudar o mundo por nossos filhos?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.