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capas de playboy com mulheres mais maduras

Lembro de ter lido entrevistas incríveis na Playboy e concordo com Pedro Dória sobre ter trazido à luz alguns temas importantes da nossa intimidade, ajudando a aliviar a sensação de desajuste que a “tradição judaicocristã” criou e mantinha na maioria das pessoas em termos sexuais. Mas a objetificação da mulher é imperdoável, então não sinto pesar.

Desde que a notícia do fim da edição impressa da “revista masculina” no Brasil surgiu, dois livros me veem à mente porque já traziam esse prognóstico: em “Homens, mulheres e filhos“, o personagem (vivido no cinema por Adam Sandler) se ressentia por não ter participado da descoberta da pornografia na vida de seu filho adolescente porque ele via tudo pela internet e não precisava descobrir as revistas escondidas do pai. E em “Alguém especial”, Ivan Martins (o colunista da Época) também traz essa reflexão. 😉

Como mãe de adolescentes (garotos de 13 e 15 anos), o que posso dizer é que nem as revistas nem a nudez feminina são mais artigos com tanto apelo. O mundo é outro!

E Pedro falava disso, pois creio que mesmo os homens que foram garotos que gostavam da revista antes de entender seu conceito editorial têm a noção de que tudo tem seu tempo.

“Foi única por ter sido a brilhante adaptação do conceito editorial americano no Brasil. Seu fim traz uma tristeza nostálgica. Mas é um fim natural. Não foi morta só pela internet ou pela crise dos impressos, foi morta também pela transformação do país.”

Não fui totalmente fraca no começo do texto, eu sinto um pequeno pesar pelo final da Playboy da minha adolescência: ela sexualizava mulheres maduras.

Nas capas que reuni para a foto que ilustra este post, eu relembro o quanto ver “mães” (como Lucinha Lins, Bruna Lombardi, Betty Faria) me fizeram construir uma imagem de que a mulher pode amadurecer, ter filhos e continuar sexy e “se realizando” – no gerúndio, num movimento que não tem data para acabar ou parar.

Quem fará isso agora?

P.S. Sobre a sexualidade madura: no especial 100 Women, da BBC, cinco octogenárias compartilham sua sabedoria sobre sexo, casamento e maternidade. #ficaadica


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