Filhos bem sucedidos – quem não os quer?

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A medida do sucesso é muito particular – pode ser material, profissional, emocional, social. Mas, depois que nos tornamos pais, é um fato que todos queremos ter filhos bem sucedidos.

Você torceu o nariz para o termo e quase desistiu de ler este post? Como se diz por aí, #tamojunto. Eu também, sempre que ouvia esta expressão, tinha vontade de sair correndo ou trocar de canal na TV. Até que ganhei de presente dois livros que falam do sucesso dos filhos e que me mostraram como eu era preconceituosa com o sucesso.

“Educar dá mais trabalho do que servir o sorvete antes do jantar, já que seu filho está querendo tanto. Educar é coisa de gente grande. Deve ser por isso que crianças não podem ter filhos. Porque filhos precisam de adultos.”

As frases acima criaram uma comoção de concordância na minha timeline outro dia. Amigos continuaram o papo e me mostraram que não estou só no jeito de exigir mais dos meus filhos e no desejo sincero de que eles sejam capazes de se sair bem sem a minha proteção e cuidados.

Opa, como assim? O que uma coisa tem a ver com a outra?

Acredito sinceramente que para formar pessoas capazes precisamos lhes dar apoio, conhecimento, ferramental e liberdade!

No ponto que meus meninos estão, com 11 e 13 anos, a liberdade passa a ser muito importante, mas, para não virar descontrole, precisa ter acompanhamento de um adulto e objetivos de alto nível. É preciso desejar ser mais, ter em mente que “o céu é o limite” nas aspirações para saber aproveitar bem todas as oportunidades.

Foi pensando nisso que, depois de 5 anos na atual escola, decidimos buscar outra instiuição de ensino para eles. Ao contrário do que acontece com muitos pais, que trocam os filhos de escola por conta do rendimento deles (para “salvar” quem está capenga) ou da família (porque os custos aumentam e as entradas financeiras não acompanham), decidimos mudar porque os meninos não estavam mais sendo exigidos e as turmas não representavam mais desafios para eles como alunos.

Achei que seria um drama esta despedida. Mas nesta quinta-feira, o primeiro dia depois da última prova do ano, me deparei com dois meninos que pediram para ficar em casa dormindo e começar as férias dois dias antes, cientes de que passaram de ano direto e podem se dar ao luxo de descansar.

 

Meu coração também estava pacificado porque tive tempo para refletir e escolher.

 

E tive uma super ajuda para isso: no meio do ano recebi de presente da querida Andréa Ramal um exemplar de seu livro “Filhos Bem Sucedidos: Sete maneiras de ajudar seu filho a se realizar na escola e na vida”, no qual venceu meu preconceito com a ideia de “sucesso das crianças” (eu confesso que torcia o nariz para esta expressão!) e apresenta ideias e ferramentas bem práticas para que os pais implementem no dia a dia, desde estimular a atitude empreendedora até como formar nos valores do mundo de hoje e de amanhã e ir além do que a escola faz. Para quem está começando esta jornada, a especialista (educadora e doutora em Educação pela PUC do Rio de Janeiro) oferece um guia para escolher a escola ou a pré-escola. Para os que já são pais de crianças maiores, há orientações práticas sobre bullying, notas baixas e prova final e recuperação.

Como ela diz, dependendo do modelo que você quer para a educação do seu filho é que você deve escolher a escola – e às vezes os filhos são tão diferentes que precisariam de escolas diferentes! Aqui, felizmente, não precisamos de escolas diferentes. Mas foi fundamental termos marcado entrevistas individuais na nova escola, percebendo como cada um dos nossos filhos seria recebido pelos novos professores e como suas habilidades naturais foram observadas, para futuramente serem valorizadas e estimuladas. Foi a primeira vez que marcamos entrevistas individuais para eles – e foi um acaso, na primeira visita meu filho mais velho não pode ir, o que resultou na segunda, mais focada nele – e é uma atitude que recomendo para quem tem mais de um filho.

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Quer saber quais são as sete maneiras de ajudar seu filho a se realizar na escola e na vida?

  1. Estimular uma atitude empreendedora
  2. Formar uma criança com valores essenciais para o futuro
  3. Acertar na hora de escolher uma escolar
  4. Ensinar a criança a estudar
  5. Potencializar o trabalho da escolar
  6. Ajudar o filho a superar dificuldades escolares
  7. Ir além do ensino escolar e formar um cidadão integral

 

“Todo pai e toda mãe desejam que seu filho tenha sucesso na vida. Isso não se refere necessariamente a fama, dinheiro ou poder. Uma pessoa bem- sucedida é aquela que se sente realizada, vive com qualidade e equilíbrio, e está bem consigo mesma e com os outros. Grande parte desse sucesso depende da qualidade da educação recebida na infância. Mas como educar os filhos num mundo tão competitivo e com tantas mudanças? A educação que precisa ser oferecida hoje, tanto em casa quanto na escola, certamente não é a mesma de décadas atrás.”

 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.