bem estar / mãe

Quem nunca ficou mordiscando a unha ou procurando alguma coisa na geladeira para fazer o tempo passar mais rápido, levante a mão!

Todo mundo já passou por isso e são hábitos que trazemos muitas vezes da primeira infância.

E este tema tão delicado trouxe uma autora convidada para o blog: a jornalista Elis Monteiro, referência em tecnologia e mobilidade, editora do Telefonia e Etc., conta no texto abaixo suas preocupações com o filho Guilherme, de 4 anos.

Faço votos de que este seja apenas o primeiro de muitos posts desta querida amiga por aqui!

🙂

Filho ansioso: e agora?

Dia desses fui cortar as unhas das mãos do Gui e, oooops, não tinha o que cortar! Estranhei, porque as “tias” do colégio não cortam as unhas dos alunos. Perguntei se alguém tinha cortado e ele disse que não. Olhei com mais vagar e percebi que elas não estavam rentes, e sim roidinhas. Também observei aquelas pelinhas tão comuns na vida de quem rói as unhas. Depois de uma conversa e muitos beijinhos, o gatinho acabou confessando que anda comendo os dedinhos.
Esse foi o primeiro alerta.
O segundo disparou no dia em que minha mãe – com quem o Gui passa apenas algumas semanas por ano, uma vez que ela mora MUITO longe de nós – me contou que, quando não há brincadeira ou amigos para passar o tempo, a geladeira vira alvo fácil para o meu pequeno. Eu sei, eu sei, todas as crianças (e os adultos também) adoram a geladeira. O negócio, no entanto, é mais embaixo: de uns meses pra cá, o Gui tem comido compulsivamente e a pediatra já deu o cartão amarelo – o peso dele já é equivalente ao de uma criança de seis anos (ele tem quatro).
O alerta vermelho surgiu quando minha mãe me contou que ele tinha comido até vomitar. E não foi apenas uma vez.
Passei a prestar ainda mais atenção ao pequeno. Ele simplesmente não consegue ficar sem fazer nada. Mesmo quando está lendo ou assistindo aos seus amados DVDs, a ansiedade é visível. Está sempre pensando no dia seguinte, ansiando pela festa que vai acontecer no fim de semana, termina de jantar já pedindo sobremesa e “mamá”. De manhã, pula da cama pedindo mamadeira e, depois dela, pede o que rolar – biscoito, cereal, até que se contenta com fruta. Mesmo assim, quer comer meio melão, nada dele é pouco.
E agora, como lidar com essa ansiedade, essa compulsão? Como reduzir o ritmo dos pequenos? Ele já faz natação e judô e está sempre em festinhas e no parquinho. Será que há uma fórmula que ajude meu bebê a ser menos ansioso? Isso é mesmo motivo de preocupação ou daqui a pouco passa? Confesso que fiquei confusa. Nós adultos sabemos como a ansiedade é perversa. Não queria que meu Gui sofresse do mesmo mal.

*Elis Monteiro é jornalista e o Gui tem quatro aninhos, adora brincar, cantar músicas infantis e Elvis (junto com a mãe)

Conheça mais da autora:

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