Fico feliz por poder fazer escolhas mais conscientes, sinto que não sou movida apenas pelas circunstâncias

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Um post daqui do blog – “Viver com menos – quando o pouco é suficiente” – inspirou uma entrevista que nos levou à capa da UOL hoje. Conversei há semanas com a jornalista Yannik D´Elboux, que muito gentilmente me avisou que seria publicada hoje, mas nunca pensei que um tema como este – o não consumo! – seria tema para capa de um dos mais importantes portais do país.

Parte das nossas vivências minimalistas está no artigo “Você precisa de muito para ser feliz? Minimalistas pensam o oposto“. Republico abaixo excertos que são parte da nossa história, mas no site é possível ler tudo! 😉

A percepção de que não precisava de muitas coisas para ser feliz foi o que motivou Samantha Shiraishi, estrategista e ativista digital, 40 anos, a adotar um modo de vida minimalista. O aprendizado veio da experiência de morar com o marido no Japão, onde teve de abrir mão do espaço a que estava acostumada para viver em um espremido conjugado, em que até a cama (na verdade, um colchão japonês) ia para o guarda-roupa depois de usada, para o casal poder circular.

“De repente, eu não tinha mais nada daquela estrutura que estava habituada. Foi uma experiência de desapego”, relembra Samantha. Além disso, o fato de ter passado por dois terremotos também influenciou a mudança de vida na volta para o Brasil. “Percebi que, para sobreviver, você não precisa de muito e que, às vezes, o excesso sufoca“.

Consumismo
Atualmente, Samantha mora com o marido e três filhos em um apartamento de cerca de 80 metros quadrados em São Paulo. Ela busca manter poucos móveis e levar uma vida prática. Mas o exercício do desapego é constante. Recentemente, teve de se desfazer de uma mesa de jantar com seis lugares e uma cristaleira de madeira de mais de 80 anos, herança da avó, para sobrar espaço para a filha caçula, de quatro meses. “Não cabia mais na nossa vida”.

(…)

O estilo de vida minimalista não se resume à economia de bens materiais. Para os entusiastas da ideia, a intenção é simplificar tudo para ter menos com o que se preocupar e desfrutar melhor do que traz mais felicidade.

Na busca por esse objetivo, é comum aposentar o carro, que costuma implicar em gastos e complicações, procurar um emprego mais perto de casa, mesmo que se ganhe menos, mudar para um lugar menor, reduzindo assim as manutenções, entre outras atitudes que facilitem o cotidiano. Ter mais contato com a natureza e com os amigos também estão entre as prioridades dos minimalistas.

Samantha Shiraishi encontrou na simplicidade uma maneira de aproveitar mais a convivência familiar. Ela trabalha a poucas quadras de onde mora, assim pode almoçar com os filhos em casa e ter uma alimentação saudável. Possui um carro, que divide com o marido, também seu sócio. Além disso, a escola dos filhos fica no mesmo bairro, diminuindo os deslocamentos. Todas essas escolhas foram pensadas e geram tanto economia quanto mais tempo para a família.

“Fico feliz por poder fazer escolhas mais conscientes, sinto que não sou movida apenas pelas circunstâncias”.

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P.S. Quem quiser ler o post original, clique aqui.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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