Fernand Léger na Pinacoteca



Fernand Léger, A Grande Parada (1954)

A grande parada, de 1954

Recebi um convite para uma palestra de Brigitte Hedel-Samson, curadora chefe do Musée National Fernand Léger – Biot, França sobre a trajetória de Fernand Léger. Infelizmente acontecia num dia em que já tinha compromissos, mas pretendo ir à Pinacoteca (Praça da Luz 2, São Paulo, SP) conferir em família a mostra Fernand Léger: Amizades e relações brasileiras que será inaugurada neste sábado, 04/04, e fica por lá até 31/05. 

Léger é um dos mais destacados artistas do século XX e a exposição faz parte do que deveria ser o Ano da França no Brasil – série de movimentos artísticos que ficou a meio caminho com a crise econômica. Sorte que a Pinacoteca do Estado de São Paulo já tinha firmado esta parceria com o Musée National Fernand Léger de Biot para trazer cerca de 50 obras – pinturas, desenhos, projetos de murais e cenografia, álbuns de gravuras, fotografias e documentos – que pertenceram a coleções particulares de nossos modernistas ou fizeram parte de importantes exposições que aconteceram em São Paulo.


Estão neste grupo Composição com aloés de 1935, que esteve em Do figurativismo ao abstracionismo, mostra inaugural do MAM-SP, O Vaso Azul, esteve na 1ª Bienal de São Paulo (1951) e Acrobatas em cinza, que participou da 3ª Bienal (1955), retrospectiva de sua produção que recebeu o Grande Prêmio de Pintura. Eu gosto muito de As três irmãs, quadro de 1952 – e que não sei se estará nesta mostra. 

Fernand Léger foi um dos mais destacados cubistas e o primeiro a experimentar a abstração. Sua história, desde a origem modesta (fruto de família de camponeses) e seu interesse precode pelo desenho faz eco no coração de muitos artistas. Como muitos jovens, não acertou de imediato o que queria, mas estava perto, começou em escritórios de arquitetura aos 16 anos e estudou artes plásticas até que uma exposição o apresentou à arte de Cézanne. Aí acontece sua iniciação no cubismo e começa seu caminhar ao encontro do abstracionismo que o marcou e está sintetizado na sua obra derradeira, A grande parada, de 1954. Exposto no  Museu Guggenheim em Nova York,  o quadro traz estranhas e poéticas figuras humanas interligadas por uma única cor.

Estou certa de que esta sua arte que ambicionava ser acessível a todas as categorias da sociedade moderna agradará aos meus filhos e faço votos de que encante muitos visitantes na temporada brasileira.

 

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  • Anny

    Sam:
    Que beleza hem? Esta é uma das inúmeras vantagens de morar em São Paulo.

    Bom final de semana!
    Anny.

  • http://twitter.com/samegui/status/ Samantha Shiraishi

    hoje começa a mostra do cubista e abstracionista Fernand Léger: Amizades e relações brasileiras na Pinacoteca de SP http://is.gd/qKhS

  • http://twitter.com/samegui/status/1452478536 Samantha Shiraishi

    hoje começa a mostra do cubista e abstracionista Fernand Léger: Amizades e relações brasileiras na Pinacoteca de SP http://is.gd/qKhS

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  • http://twitter.com/michelinebr/status/2102997081 Micheline Christophe

    Pós # smbr: Ano da França no Brasil / maravilhosa exposição de Fernand Léger na Pinacoteca do Estado: http://bit.ly/LegerSP #aldrovandismb

  • http://twitter.com/MichelineBR/status/ Micheline Christophe

    After #smbr at São Paulo: wonderful exhibition of Fernand Léger’s paintings, celebrating The Year of France in Brazil: http://bit.ly/LegerSP

  • http://twitter.com/aldrovandi/status/2106019159 Jorge Aldrovandi

    RT @MichelineBR Algo más además de Social Media Brasil en San Pablo. Veja: http://bit.ly/LegerSP #smbr

  • http://gostei henrique

    muito legal d+