Férias indoor…

Neste verão do El Niño, os niños estão tendo férias indoor.
Eu poderia jogar a culpa em São Pedro, porque realmente o tempo está muito instável, mas eu tenho lá minha responsabilidade. Estou muito ocupada e parece que cada dia tenho menos paciência de ficar “esperando” eles terem lazer no parquinho, no clube, enfim, ando com dificuldade de ter períodos de ócio. Poderia ser mais Di Masi e encarar como um ócio criativo, mas não estou conseguindo. Que pena! Os meninos deixam de aproveitar as férias, o calor, e eu deixo de aproveitar esta fase da minha vida com a qual tanto sonhei. Foi o que pensei na hora.
Eu nunca sonhei com a gravidez, o bebê… quando imaginava a vida com filhos, eram filhos crescendo, geralmente meninos bagunceiros e cheios de idéias como estes que tenho. Como os presentes que ganhei de Deus. Uma vez falei isto e eles adoraram, agora eles sempre repetem para mim que são “meus presentinhos”.
Aí ontem, numa tarde de grande calor aqui em Sampa, arrumei um tempinho de descer pela primeira vez com eles no parquinho. Para não me chatear levei a revista Época da semana, que tinha recebido no sábado e só passado os olhos. Acabei lendo uma entrevista com a educadora norte-americana Kathy Hirsh-Pasek, uma das mais respeitadas autoras de livros de aconselhamento para pais nos EUA, intitulada “Criança tem é de brincar“. Resumindo, ela defende a tese de que as crianças precisam brincar, que não se deve lotar a agenda com compromissos e sim deixa-las livres para brincar, ativamente. E, claro, controlar um pouco o horário das atividades “passivas” como ver TV e jogar games (discordo que jogar seja passivo, mas é outra história, e os meus ainda não querem videogame… eu queria comprar, mas eles preferiram uma caixa de legos especiais).
Enfim, a entrevista me redimiu. Vou passar o final de semana me sentindo menos displicente em relação aos meninos, porque brincar, livremente, eles brincam. Que bom!
E hoje vamos ao teatro. Será delicioso, já antevejo, porque a peça, no Centro Cultural São Paulo, é baseada numa das histórias do livro Ou isto Ou Aquilo, da Cecília Meirelles e que nós amamos aqui em casa há muitos anos. Giorgio adora quando eu tenho estes “trabalhos” para fazer: ir ao teatro, ver um filme, ler um livro infantil. Quando quer minha atenção, ele me chama e fala: “Mamãe, vamos fazer isto para o seu trabalho?”. Viva o Desabafo de Mãe!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.