Quem aprende a escolher bem o local onde trabalha, vai ser mais feliz em todos os setores da vida

Ah, estas listas. Dez daquilo, cinco disso e uma dúzia de outras coisas para encontrarmos o mundo ideal. Será possível mesmo?

Não sei, mas quando li estes critérios para encontrar a felicidade no trabalho achei interessantes. O professor de estratégia da Fundação Getúlio Vargas, Luiz Eduardo Machado, considera que estes critérios podem ajudar muito na hora de escolher um novo emprego. Sua justificativa para tal é que “Quem aprende a escolher bem o local onde trabalha, vai ser mais feliz em todos os setores da vida”. Avaliando cada item numa escala de zero a 100, o professor garante que teremos um resultado equilibrado, no caminho da nossa felicidade profissional, partindo da ideia de que nenhum dos itens deve ter nota zero – caso isso aconteça, é melhor procurar outro local de trabalho.

O desafio é maximizar todos os critérios, mas com certeza nenhum emprego do mundo vai garantir uma nota 100 em todos os quesitos. Veja quais são e avalie seu potencial de ser feliz com seu trabalho:

  1. Fazer o que gosta: “Desista do argumento simplista de que bom trabalho tem relação apenas com o quanto se ganha”. O professor afirma que, para conseguir se realizar na profissão é preciso, antes de tudo, fazer o que se gosta. Apenas trabalhando em uma área que o motiva será possível ter grande dedicação e, consequentemente, se destacar. “Ninguém consegue fazer coisas que odeia e ser extraordinário nisso. As pessoas infelizes não gostam do que fazem, e é preciso encaixar o trabalho naquilo que te dê prazer”.
  2. Usar a sua aptidão: Todas as pessoas têm alguma aptidão, um dom ou um pacote de habilidades naturais que vão auxiliar no trabalho que escolher e fazê-lo se sobressair. “As pessoas que usam os seus dons e os encaixam nas suas tarefas têm mais chance de serem felizes. Todos nós sabemos de alguma coisa naturalmente, mas deixamos essa habilidade de lado. Mas isso é indispensável para ser feliz na profissão”. Sem talento, não há esforço que faça uma pessoa se destacar na área em que trabalha. Isso não quer dizer, porém, que o esforço não importa. “Em todo caso é preciso se esforçar para se sobressair, mas quem não tem talento será apenas mediano, enquanto quem tem, será extraordinário. Identifique seu talento e sua aptidão e aposte em empregos que valorizam isso.”
  3. Ganhar bem: Não adianta fazer o que gosta, o que tem aptidão, se não conseguir ganhar dinheiro com isso. A remuneração tem que ser boa, em sintonia com o mercado. “Não há cabeça que resista a uma vida de miséria. É preciso ganhar dinheiro”.
  4. Ter um plano de carreira: Trabalhar em uma empresa que não permite crescimento também não é bom para a satisfação profissional. Quando não há desafio, não há aprendizado e é tudo rotina. “O ser humano não consegue ficar muito tempo esvaziado. Cuidado com as promessas de emprego que não trazem desenvolvimento”, afirma Machado. “Tomar o caminho de uma empresa que não dá perspectiva de crescimento é um problema. Nem todo o dinheiro do mundo é suficiente para uma rotina de chatice e falta de desafios”, completa.
  5. Ter relacionamentos saudáveis: Quando o profissional atinge a maturidade, ele precisa saber que o legado que deixou foi importante, que os sacrifícios que fez não foram em vão e que tocou a vida de outras pessoas. Ou seja, os relacionamentos que construiu em sua vida foram saudáveis e deixaram frutos. “Escolha um trabalho que não destrua sua saúde nem os seus relacionamentos. Sucesso é ser relevante e ter deixado um legado, saber que causou impacto na vida de outras pessoas”.

E aí, sua ocupação atual fez pontos positivos o suficiente ou zerou em algum item? Observe tudo, pese os detalhes e depois reflita o quanto sua felicidade ou infelicidade no trabalho podem estar atrapalhando sua vida pessoal.

Sempre é tempo de mudar e só você pode começar a fazer isso com sua vida!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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