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AFP PICTURES OF THE YEAR 2016 Iraqi families who were displaced by the ongoing operation by Iraqi forces against jihadists of the Islamic State group to retake the city of Mosul, are seen near Qayyarah, south of Mosul, on October 29, 2016. Iraqi paramilitary forces launched an operation to cut the Islamic State group's supply lines between its Mosul bastion and neighbouring Syria, opening a new front in the nearly two-week-old offensive. / AFP PHOTO / BULENT KILIC

O desastre humanitário, que vem acontecendo há meses na Síria, ficou muito pior nos últimos dias, com residentes aterrorizados, presos entre forças governamentais, ataques aéreos russos e forças rebeldes, estão tweetando pedidos desesperados de ajuda e mensagens finais aos entes queridos.

Nessa hora infelizmente muitos ‘conhecedores de política internacional’ formados pela universidade internet falam muitas coisas, misturam crenças e religiões e não contribuem em nada para a compreensão real do que está acontecendo. Eu não posso opinar pelas questões políticas ou da guerra, por isso caso tenha interesse em entender mais sobre o que está acontecendo na Síria recomendo a leitura do site Xadrez Verbal, que é escrita pelo Historiador Felipe Figueiredo, ele além de escrever sobre política e atualidades, domésticas e internacionais, também é colaborador do canal do YouTube Nerdologia em que fala sobre história, enquanto o Átila Iamarino fala sobre ciências e biologia.

Quando se deparada com manchetes em que falam que os moradores do leste da cidade de Aleppo estão pedindo permissão a religiosos para que pais possam matar as filhas, mulheres e irmãs antes que elas sejam capturadas e estupradas pelas forças do regime de Bashar al-Assad, além da sensação de profunda tristeza existe a terrível sensação de incapacidade, afinal estamos a 11.000Km de distância e temos nossas lutas nacionais e pessoais para batalhar.

Geralmente para evitar um sentimento que nos angustia uma das alternativas é tentar evitar ver e saber o que acontece no mundo, mas nós mesmo longe temos a responsabilidade de fazer o que for possível para ajudar. E há maneiras de ajudar, mesmo daqui.

Apoie os Capacetes Brancos.

A Sam falou apaixonadamente deles. Veja aqui. E você pode contribuir para que eles continuem seu heróico trabalho, ajudando financeiramente em: www.whitehelmets.com (site em inglês).

capacete-branco

 

Doe para os Médicos sem Fronteiras

In the ER section of an MSF hospital in Syria.

Na Síria, Médicos Sem Fronteiras iniciou sua atuação em junho de 2011, concentrando esforços no atendimento a pessoas afetadas pelo conflito. Hoje, além desses atividades, MSF intensificou a oferta de cuidados básicos, uma vez que o sistema de saúde praticamente desapareceu em diversas áreas do país. MSF atua em três hospitais no norte da Síria, em regiões controladas pela oposição, e continua buscando autorização oficial para atender, também, as áreas controladas pelo governo.

MSF apoia oito hospitais no leste de Aleppo por meio do fornecimento de suprimentos médicos desde 2014. A organização também mantém seis instalações médicas no norte da Síria e apoia mais de 150 hospitais e centros de saúde pelo país, sendo muitos deles em áreas sitiadas. Apesar de nossos melhores esforços, há muitas áreas – entre elas, o oeste de Aleppo – onde estamos, atualmente, sem condições de trabalhar, mas continuamos nos empenhando para oferecer assistência médica e humanitária a todas essas regiões.

Seja um doador sem Fronteiras

Save The Children

stc

Desde o início da crise humanitária  na Síria, Save the Children e seus parceiros trabalham incansavelmente para alcançar mais de 1 milhão de crianças e adultos internamente deslocados nas regiões sul, centro, nordeste e noroeste do país.

As equipes também estão trabalhando em campos de refugiados e comunidades de acolhimento no Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia para fornecer dezenas de milhares de crianças refugiadas e suas famílias, bem como crianças de comunidades de acolhimento, com acesso a recursos e serviços críticos.

Apoie os refugiados

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Como disse o filósofo Zygmunt Bauman “Os refugiados são pessoas que, ontem, tinham orgulho de seus lares, de suas posições na sociedade, que, frequentemente, tinham um alto grau de educação e assim por diante. Mas, agora eles são refugiados. E eles vêm para cá.”

São pessoas como nós privadas de continuar suas vidas, suas profissões e seus sonhos em sua terra Natal, isso pode acontecer com qualquer pessoa, inclusive conosco, aqui no Brasil existem várias organizações de apoio, mas mesmo aqui a situação dos refugiados residentes no Brasil é bastante complexa. Faltam locais para acolhimento; a maioria dos brasileiros – por falta de informação – não sabe ao certo quem são essas pessoas, o que acarreta casos de xenofobia; tal falta de informação também dificulta a inserção dessa população no mercado de trabalho; muitas vezes, necessidades básicas, tais como alimentação e vestimenta também fazem parte do dia-a-dia dessas pessoas.

Meu amigo Refugiado:

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Campanha para convidar um refugiado para participar de ceia de Natal, para promover um encontro de culturas e sabores, saiba mais em: Meu amigo Refugiado

https://www.instagram.com/p/BNvWiqrhBKg/?taken-by=avidaquer

Amigo Adus:

O Programa Amigo Adus visa reunir os simpatizantes pela causa do refúgio e pelo Instituto de Reintegração do Refugiado, promovendo ações que possibilitam a troca de experiências e um contato próximo com a Instituição. Ser Amigo Adus é contribuir para o fortalecimento dos nossos Programas e propiciar que centenas de refugiados possam se integrar à nossa sociedade!

Clique e veja como contribuir.

ACNUR 

UNHCR Guide for Logo Type Usage

No Brasil, o ACNUR atua em cooperação com o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), ligado ao Ministério da Justiça. Além da proteção física e legal, os refugiados no país têm direito à documentação e aos benefícios das políticas públicas de educação, saúde e habitação, entre outras. Para garantir a assistência humanitária e a integração dessa população, o ACNUR também trabalha com diversas ONGs no país.

Entre os programas implementados estão o de integração local, que busca facilitar a inserção do refugiado na comunidade, e o de reassentamento, que recebe refugiados que continuam sofrendo ameaças e problemas de adaptação no primeiro país de refúgio.

Veja como contribuir.

ACN Brasil

acnA ação da ACN foca no apoio espiritual e, especialmente, financeiro de ações localizadas em regiões do mundo onde a Igreja é perseguida ou não possui condições de se manter sozinha. Sem recursos próprios, ou advindos da própria Igreja, a ACN se sustenta e sustenta a seus projetos exclusivamente com doações de benfeitores individuais e particulares.

A ACN ajuda para 2.817 famílias em Alepo e Al Hassakeh, onde há mais de cinco anos as pessoas têm enfrentado todo tipo de dificuldade, sofrimento e medo. Um foco especial desta ajuda é Alepo, que está atualmente na linha de frente da batalha entre exército do governo e grupos rebeldes, que ainda controlam o fornecimento de água e eletricidade da cidade. Ao mesmo tempo a ACN prometeu renovar o apoio às famílias dos refugiados internos da Síria, em cidades como Damasco e Tartus.

Saiba como doar aqui.

Rede Ibab Solidária

ibab

A Rede Ibab Solidária é um movimento de mobilização e cooperação entre a Igreja Batista de Água Branca e os projetos e organizações do terceiro setor com os quais mantém relação de parceria.

Neste ano a rede ao longo do ano de 2017 apoiará duas associações de apoio aos refugiados, a Associação Compassiva e a Fundação Estrada de Esperança, oferecendo aos refugiados e suas famílias: assistência e atendimento familiar, e acompanhamento à hospitais, órgãos públicos, escolas, setores e serviços necessários à integração no país, com interprete para tradução do árabe.

Conheça mais sobre os projetos aqui.

Fale Bastante, divulge as ações

Fala-se muito de forma pejorativa sobre o ativismo de sofá, que denuncia o que parece incorreto ou escrever sobre o que lhe parece correto, utilizando as redes sociais, conversas de bar, um blog, um podcast, ou uma pequena faixa erguida no meio de uma marcha.

Para muitos críticos, o próprio nome diz muita coisa: o ativismo de preguiçoso, ou melhor, o ativismo de sofá, não vai mudar coisa alguma porque está numa zona de conforto: atrás da tela de um computador e confortavelmente preso ao sofá.

Mas ao assumir uma postura de reclamação nas redes sociais não é, necessariamente, ativismo de sofá. O ativismo, embora de sofá, pressupõe uma postura ativa, como o próprio nome sugere. Dê o próximo passo, pois é ele que vai realmente começar a fazer a diferença. Assim, se você sente o chamado para atuar em favor de alguma causa, alie-se a ela. Mesmo que no primeiro momento isso signifique somente compartilhar vídeos a respeito do assunto pelo facebook.

E para finalizar

Independentemente do que creia, reserve alguns instantes para pensar em nossos irmãos da Síria, pense em suas dores, e se for o caso chore por eles e torça para que a ajuda chegue de todas as maneiras e da forma mais rápida possível.

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Christina Santos

Christina Santos, química, com especialidade em pesquisa e desenvolvimento de cosméticos, adora gatos e pipoca e tem grande interesse em meio ambiente, e sustentabilidade corporativa.

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