mãe

Ficar cansada e desanimada demais para uma noite de amor é um problema só seu? E seu marido também brinca que ao ter filho “perdeu a namorada e virou officeboy”? Se você se identificou, creia, não está só!

Ontem estive no Seminário Famílias Contemporâneas e ouvi lá ouvi as frases acima ditas por gente famosa e que consideramos bem sucedida: a atriz Dira Paes, o ator Eduardo Moscovis, o jornalista Abel Neto e a terapeuta Teresa Bonumá falavam sobre Casamento depois dos filhos, numa conversa tão franca e espontânea que lembrava o melhor dos climas de seriados americanos ou de novelas do Manoel Carlos.

Por que citei a ficção? Porque na real a gente não admite estes problemas na vida conjugal. E nos guias para novas mães e novos pais raramente se conta que o casal continua tendo uma boa relação até na gestação, mas que a chegada do bebê é um corte (abrupto) num relacionamento que ia bem. Ter filhos é refazer os contratos, é rever o acordo entre as partes que o casamento significa. E neste recontrato, a gente precisa recomeçar.

Segundo especialistas, a reconexão da vida sexual vem junto com a independência do filho. Quando as mamadas ficam mais espaçadas, quando ele já dorme mais ou consegue ficar mais horas sem os pais (e, se tivermos uma rede de apoio, dá para sair para ir ao cinema, jantar e namorar sem ser mãe e pai). Quem vence esta etapa descobre um novo nível de relacionamento – e isso eu garanto, com tanta convicção quando ontem ouvi os famosos afirmarem. A reaproximação é tão profunda que você passa a ser mais especial (até por conta do cara que atrapalha, fruto seu) e não são só as palavras, mas o olhar do outro ganha uma nova dimensão.

Sei, sei, mas quem quer “amor platônico”? A gente quer ação, né? Os segredos que os famosos dividiram com a plateia ontem são conhecidos de todos nós:

  • entender que é uma nova etapa, não só para você, mas para os dois e que os ajustes são naturais e não pressupõem falta de amor
  • se gostar fisicamente  e tirar proveito do novo corpo – como disse a divertidíssima Dira Paes, aproveitar que “a fartura” não dura para sempre!
  • admitir que tudo vem no seu devido tempo, não insistir em ser “mulher maravilha” com corpão em 1 mês (na verdade demora cerca de 1 ano para tudo voltar – mas com cuidados tudo volta e se não volta fica bom!) e ser uma diva na cama ao mesmo tempo em que é supermãe
  • ter bom humor e saber reagir sem abandonar o parceiro quando as crianças acordam com medo ou apenas vontade de ficar perto dos pais no meio da noite – tudo tem solução, até as interrupções (e com o tempo, garante Du Moscovis, que é pai de 3 meninas, a gente até acostuma)

“Infelizmente, o dia-a-dia pode diminuir o interesse pelo sexo”, diz o terapeuta sexual Celso Marzano, num artigo no MdeMulher. Segundo ele, a falta de privacidade, o excesso de preocupações e a baixa auto-estima são as principais causas da queda do desejo. Mas vale a pena investir numa reaproximação: o sexo é muito bom e saudável, pois aproxima o casal, aumenta a cumplicidade e fortalece a relação.

Há algumas semanas comprei o livro Fazer Amor – Como fazer do sexo um ato de amor, de Gary Chapman (Editora Mundo Cristão). Comprei às cegas, sem recomendação, motivada pelo meu encantamento com o livro As Cinco Linguagens do Amor, escrita pelo mesmo “Doutor Casamento” – sim, felizmente eu aprendi, há tempos, que nem toda religião oprime a satisfação sexual. E foi lá que vi algumas das dicas que quis passar aqui. A principal é que, para que o desejo permaneça em alta numa relação longa, é preciso cultivá-lo sempre. E a vantagem do sexo no casamento é que ele – em teoria – deveria ser fazer amor. O desejo de ser amado é universal e quando a pessoa é casada, o amor pelo qual ela anseia tanto é a garantia do que o cônjuge pode proporcionar. Se não tem isso, o casamento vai perdendo o sentido em si, não é mesmo?

O amor tem estágios: primeiro vem a euforia altamente emocional da paixão obcessiva, a fase do “frio na barriga”. Depois é o pé no chão, a fase mais realista, que exige reflexão e empenho. Normalmente é nesta fase que vem o bebê! E é quando mais precisamos assumir uma atitude de quem quer fazer a coisa dar certo, de quem vai expressar em atos de gentileza os elementos que vão desencadear os sentimentos de carinho. Muitos casais, especialmente depois dos filhos, esquecem que atos de amor estimulam sentimentos de amor – e não o contrário! E que a satisfação sexual tem pouco a ver com a técnica – muito embora alguns truques sejam úteis e divertidos – e o sucesso ao fazer amor está relacionado com a atitude, as palavras e as ações que começam fora da cama. A dica é: a maneira como você e seu cônjuge se tratam ao longo do dia determina se farão amor ou se limitarão a fazer sexo à noite. E quando um se sente amado, reconhecido e respeitado pelo outro, isso leva o amor a outro nível em termos de relacionamento sexual, com recompensas inestimáveis. 😉

P.S. Vale ler também: 7 passos para um casamento feliz e Defenda seu casamento – Livre-se dos 11 problemas que ameaçam a sua relação. E o post da @nubibella Sexo, além do prazer.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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