Falta formação para o setor produtivo no Brasil

A história clássica do ex-funcionário que vira empresário e não resiste à pressão (no Valor, raio X do setor calçadista de Franca)

“Falta formação para o setor produtivo no Brasil”. Esta manchete, em outras palavras, esteve no jornal que assino (Valor Econômico) nos últimos dias, em diferentes contextos, mas sempre com a mesma mensagem: é mais do que hora de nos prepararmos para que o Brasil seja o país do futuro. Dos dois encontros dos quais participei ontem – um para pensar a educação científica e a formação que oferecemos às nossas crianças em escolas desatualizadas e desinteressantes e outro para pensar num celeiro de empreendedorismo em nosso paísreflexiono sobretudo no papel que a educação continuada tem sobre o sucesso das nossas empreitadas.

Eu milito pela melhoria da qualidade da educação para as crianças e jovens, mas o fato é que é preciso criar no Brasil uma mentalidade de educação continuada, de aprimoramento profissional constante (que não necessariamente precisa ser o acadêmico mesmo, o ligado à universidade) e de vontade de colocar a mão na massa, mais do que de ter logo um cargo de chefia que se consegue graças a um diploma ou com um diploma em mãos almejar um bom salário proveniente de concursos, por exemplo.

Vale dizer que o texto não é sobre os que se dedicam ao mundo acadêmico, aprofundando o estudo em áreas importantes para a sociedade e promovendo avanço científico para nosso País, é um “pensar alto” – e coletivo – sobre a necessidade que creio que temos também de técnicos e de profissionais que se especializem em realizar as tarefas cotidianas com qualidade.

Precisamos (e aqui concordo com a teoria da Start-up Nation) mudar nosso paradigma e desejar mais, sonhar mais alto e nos sentirmos aptos a realizar no cotidiano uma obra condizente com a imensa capacidade que o brasileiro tem de criar, de se ajustar, de conviver e de reagir às “dificuldades” cotidianas.

E nesta busca por empreendedorismo, precisamos também nos especializar e sair da ideia de que o pequeno empreendedor sofre, de que os encontros nesta área são para sonhadores ou sofredores compartilharem #mimimi, parar de repetir a história clássica do ex-funcionário que vira empresário e não resiste à pressão (que li na matéria da foto que abre o post, um raio X do setor calçadista de Franca).

E você, que me lê, o que pensa sobre o tema?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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