Catch me if you can… reflexão sobre os falsários dos filmes e da vida real

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Uma notícia me lembrou o filme Catch me if you can, estrelado por Leonardo Di Caprio e Tom Hanks, no qual um agente do FBI persegue um jovem bem sucedido nas proezas ao fazer-se passar por um piloto aéreo, um médico, um advogado e um professor de história, conseguindo acumular a considerável fortuna em cheques fraudulentos dispersos por 26 países.

A história é verídica e ao ver o filme em alguns momentos pensamos que o falsário Frank Abagnale Jr. não seria tão bem sucedido hoje em dia como foi na década de 1960 porque, afinal, hoje temos a internet, né? Será?

Pois ao saber que até a revista Forbes acreditou e repassou a biografia de uma farsante que usou recursos simples de Photoshop para construir uma imagem de empresária da internet nos EUA, percebo que temos muito a aprender sobre filtros e navegação.

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O tema me lembrou um capítulo do livro “O Mundo É Plano – O mundo globalizado no século XXI“, de Thomas L. Friedman, que trata de uma habilidade muito importante na atualidade: a capacidade de filtrar informações neste mar de notícias, links e contatos virtuais. Na página 327, logo depois de falar que “é muito importante ensiná-los [aos nossos filhos] a navegar no mundo virtual e a peneirar e separar o ruído, a sujeira e as mentiras dos fatos, da sabedoria e das fontes reais de conhecimento“, ele diz:

Quantas vezes não ouvimos alguém dizer” “Mas eu li na internet”, como se isso resolvesse quaisquer dúvidas?

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A seguir ele cita outro filme interessante para pensarmos sobre nossa credibilidade excessiva frente à mídia: Man of the year, com Robin Williams interpretando um comediante que se torna um candidato à presidência dos EUA. Fazendo referência a uma conversa de bastidores dos assessores dos candidatos durante um debate televisivo, Friedman relembra uma fala que diz quase tudo sobre esta postura crédula:

“O problema da televisão é que faz tudo e todos ‘parecerem plausíveis’ – e quando todos são plausíveis, ninguém é plausível.
O mesmo pode-se dizer da internet. Ela faz tudo parecer igualmente verossímil para os iniciantes.”

Fiquei aqui a pensar sobre as duas coisas: nossa habilidade de duvidar do que lemos e nossa capacidade de acreditar nas pessoas. São duas coisas difíceis de conjugar e que sempre nos colocarão em “xeque-mate” com nossa consciência, concordam?

Há dois anos eu fui uma das muitas vitimas de uma figura assim que atuou no mercado brasileiro e entendo que as pessoas de boa fé, que nunca fariam nada igual, sejam enganadas – como eu fui. Em sã consciência a gente não gasta nosso tempo produtivo imaginando como pessoas de índole duvidosa podem tramar para sacanear a gente, né?

O triste é que, depois de viver situações assim, a gente fica tão “gato escaldado com medo de água fria” que tende a se fechar para muitas coisas e reduz muito a confiança na humanidade. Como me disse hoje cedo uma amiga, “não quero parar de confiar nas pessoas porque ia me restar muito pouca coisa nessa vida“. Acabei de passar por uma nova experiência negativa (que contei no post “If people are trying to bring you down, it only means that you are above them”), mas como minha amiga, não vou deixar que sejam essas pessoas o divisor de águas da minha personalidade.

E você, como se sente sobre esta necessidade de triar e filtrar a vida online no cotidiano? Está se saindo bem ou tem sido inocente?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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