Facebook e crianças! Eterno dilema!

Oito motivos para não criar um perfil no Facebook para uma criança.

Tudo começou quando comentei um update da minha irmã sobre o tema acima. Além de uma conversa interessante no Facebook, revivi momentos da inserção dos meus meninos mais velhos nas redes sociais.

Meus filhos (já grandes) usam o Facebook sob nossa supervisão há 4 anos. Foi um processo, uma experiência de aprendizado para todos. Apesar das restrições e preocupações, acho que foi válido permitir que aprendessem a interagir com a nossa companhia.

E veja só: há coisa de 5 minutos meu filho mais velho comentou que esqueceu de combinar uma entrega com o professor de Português e vai falar por Facebook, pois este professor marca um horário diário na rede social para atender os alunos. Contei histórias como esta no post Quando o tempo de tela passa a incluir as tarefas escolares.

É para este mundo que temos também o dever de preparar nossos filhos.

🙂

E se você se interessa pelo tema, além da reportagem do TechTudo, vale ver o filme Confiar (Trust, 2010).

Hoje já se debate o prejuízo que pode advir da redução da idade mínima para se cadastrar na rede social (o que resolveria este “dilema” de permitir ou incentivar que “os filhos mintam a idade”), mas continuo na linha dos Integrados. Prefiro ver a integração das mídias como uma coisa positiva – tanto na educação quanto na aproximação das diferentes gerações, como já falei em posts – do que recair na linha dos Apocalípticos que enxergam riscos imensos em todas as novidades.

Apocalíticos ou Integrados?

Segundo Umberto Eco, num livro atemporal (eu li na faculdade, há 20 anos!), apocalípticos são aqueles que condenam os meios de comunicação de massa e integrados aqueles que os absolvem. Entre os motivos para condenar os meios de comunicação de massa, segundo os “apocalípticos”, estariam: a veiculação que eles realizam de uma cultura homogênea (que desconsidera diferenças culturais e padroniza o público); o seu desestímulo à sensibilidade; o estímulo publicitário (criando, junto ao público, novas necessidades de consumo); a sua definição como simples lazer e entretenimento, desestimulando o público a pensar, tornando-o passivo e conformista.

No entanto, entre os motivos para absolver os meios de comunicação de massa, apontados pelos “integrados” estariam: serem a única fonte de informação possível a uma parcela da população que sempre esteve distante das informações; as informações veiculadas por eles poderem contribuir para a própria formação intelectual do público; a padronização de gosto gerada por eles funcionar como um elemento unificador das sensibilidades dos diferentes grupos.

E você, como se classificaria? Integrado à mídia ou um questionador da comunicação para massas?
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.