cidadania / destaque / empreendedorismo


Numa sexta-feira me propus uma experiência diferente: participar de uma oficina do FabLab, as oficinas de cultura maker que a prefeitura de São Paulo está espalhando pela cidade.

Já são 12 unidades, em diversos pontos da capital como Cidade Tiradentes, Heliopolis, Itaquera, sendo três no centro, como a da Galeria Olido (ao lado da famosa Galeria do Rock) e a do CCSP.


Tudo é muito informal e o laboratório, que tem um clima “oficina”, faz a gente ter vontade de arregaçar as mangas e começar a criar.

Nesta unidade onde estamos, a do CCSP, o espaço é pequeno e por isso alguns equipamentos como a máquina de corte a laser (por enquanto funcionando só nas unidades do Joquei e Heliopolis), mas boa parte dos cursos funciona tão bem aqui quanto nas outras.

Chegamos e a máquina mais cobiçada da atualidade, a impressora 3D, estava funcionando e ao seu lado vimos varia criações de alunos. Um coração que ensina sobre engrenagens, uma mão que mostra como funcionam as articulações, uma réplica de mansão que permite aos deficientes visuais entenderem seu projeto.

As aplicações são tantas que a gente nem sabe o que quer!

Em seguida vimos a máquina de corte super preciso em madeira e uma bancada de marcenaria que lembrou muito a do bisavô dos meus filhos. É porque no fablab também é possível aprender marcenaria básica, usando a tradicional serra tico-tico ou a inovadora máquina de corte a laser. Independente da máquina, o interesse aqui é empoderar as pessoas e estimular a cultura maker, o faça você mesmo e a produção criativa.


Os monitores (eles não gostam de serem chamados de professores, se consideram facilitadores do aprendizado) colecionam histórias bonitas. Me contaram que na unidade da Galeria Olido, que fica no centrão de São Paulo e mais à beira da rua, já aconteceu de crianças de rua fazerem oficinas e criarem seus próprios brinquedos na impressora 3D sendo colegas de aula de caras com PhD. Imagino, sorrindo, o que significa para essa criança ser aceita para uma aula que, talvez, ela nem saiba que o mundo inteiro sonha em ter. E o que representa para um catador de material reciclável poder entrar no fablab para criar uma peça e consertar a roda do seu carrinho – sim, isso já aconteceu nestes 7 meses de funcionamento das unidades.

Joia, Sam, mas e a oficina propriamente dita?

Meus filhos de 13 e 16 anos escolheram a oficina de Scratch Games. Chegando na unidade, sobrou vaga e eu fui convidada a fazer também.

Foi legal entender a abordagem da pedagoga que orientou a atividade junto com um designer e uns estagiaria (de jornalismo). Todos se apresentaram, pessoas de idades e históricos diferentes, mas sem diferença com meus adolescentes. Eram iguais, ponto final.

Em seguida, ela propôs uma atividade rápida, leve e fundamental para estimular o trabalho de programação: cada um teve que escrever ou desenhar o que fez desde que chegou ao CCSP para chegar ao fablab. Ouvindo os relatos, os próprios participantes perceberam quem incluiu mais funções e deixou mais claro como chegar ao resultado final é desejado.

Enfim, quais eram os comandos.

Entrei, caminhei (X passos), virei à esquerda, desci a escada ou entrei no elevador (apertei o andar desejado), segui em frente.

É assim, com essa lógica, que se planeja um jogo e se programa.

Legal, né?

Quer saber mais? Visite o site fablablivresp.art.br.

The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas