Eu sou o que eu sou pelo que todos nós somos #cloudcomputing

Acho curioso quando leio “cloud computing” traduzido para computação em nuvem, mas é o que de fato esta vertente da informática faz. O conceito de que os recursos da tecnologia da informação (TI) são acessados via internet, sem precisar ser instalados (e atualizados periodicamente) nas máquinas dos usuários é uma tendência e eu me considero tanto “early adopter” (quem adota as novidades cedo, antes da maioria) quanto “heavy user” (uma usuária constante) desta inovação.

Tem defeitos? Tem sim. Quando fico sem internet eu lembro que, se tivesse baixado aquela planilha ou aquele documento de texto eu poderia trabalhar offline. Mas, como felizmente isso é raro na minha vida, vale mais eu saber que não preciso carregar o hardware (o notebook/netbook) para todo canto porque de qualquer máquina eu acesso o que importa para meu trabalho.

O que eu mais uso? O que especialistas chamam de Web Services. O Google Docs, um espaço online no qual edito textos, gerencio planilhas, crio apresentações e controlo formulários online. Atualmente estou usando mais os serviços de edição de imagens (para reduzir o tamanho e fazer pequenos retoques) online e o PicNic é um ótimo parceiro.

Mas a computação em nuvem via web é uma novidade. Ela veio lá dos programas de software livre (“open source”, aqueles nos quais o usuário pode manipular o código básico do sistema e fazer adatapções conforme duas necessidades), conceito defendido por quem usa Linux/Ubuntu e que permite não só a modificação, mas a distribuição gratuita do software. É o que está por trás do OpenOffice, concorrente direto do Microsoft Office e que é uma alternativa gratuita à pirataria de programas básicos. No meu notebook, que veio comum pacote básico de Office e Windows Vista instalado, eu optei por desinstalar o Office e usar apenas os Web Services. Talvez se eu tivesse uma licença oficial da Microsoft eu usasse, mas, como não gosto de pirataria, opto por programas alternativos e gratuitos.

Antes do Picnic eu editava imagens com o Picasa, outro gratuito, mas que instalamos no computador. Foi a alternativa para deixar de me irritar com as cópias piratas (claro que eu as usei antes de descobrir este novo mundo) do PhotoShop e Corel Draw. Não é tão bom, mas é confiável e cabia no meu bolso. E, mais importante, programas assim me permitem usar o computador sem incorrer em erros (como instalar programas piratas, estimular o mercado negro/cinza e tudo mais) e ao mesmo tempo me manter atualizada.

Aí na sua casa, você está em busca de um novo software ou descobriu algum ótimo recentemente? Conte aqui, vamos atuar colaborativamente também!

😉

P.S. Curiosidade: Ubuntu é um sistema operacional baseado em Linux desenvolvido por uma comunidade e contém todos os aplicativos que você precisa – um navegador web, programas de apresentação, edição de texto, planilha eletrônica, comunicador instantâneo e outros itens importantes para a vida online atual. O nome dele é significativo: o termo em banto-africano significa “eu sou o que sou pelo que todos nós somos”. Ele foi criado pela empresa inglesa Canonical, que em pouco tempo se tornou uma das maiores empresas de software livre do mundo. Li recentemente no Valor Econômico uma entrevista com Maria Boneffon, diretora mundial da Canonical, em que ela afirmava que o Brasil, em particular, é protagonista no desenvolvimento do sistema, contando com uma comunidade de desenvolvedores de 15,7 mil pessoas, sendo hoje responsável por 30% do total das comunidades que colaboram com o Ubuntu.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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