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Há alguns anos, minha irmã do meio, declarou depois de um daqueles imbroglios familiares que todo mundo vive:

Não adianta, ninguém muda. Esperar que as pessoas mudem é uma ilusão.

Na época eu discordei veementemente. Fiquei com pena dela. Coitada, não tem fé nas pessoas, não tem esperança no mundo.

Hoje em dia eu concordo e entendo.

Minha irmã é cientista. Médica, desde criança sua visão é muito menos humanística e mais realista, baseada na ciência. E sim, ela tem fé, mas não como a gente imagina com aquela visão inocente e infantil de que a fé move montanhas.

Uma árvore espinhenta de primavera (bouganville) não se transforma em camélia.  Terá sempre espinhos.
Demorei para entender que não posso prometer que conseguirei mudar meu jeito de ser. 

Consigo melhorar?

Espero em Deus que sim.

Mudar?

Não acredito.

Uma árvore espinhenta de primavera (bouganville) não se transforma em camélia.

Terá sempre espinhos.

Uma roseira não vira orquídea.

Somos o que somos e não há técnica de bonsai que mude nossa estrutura.

Quando descobri isso, parei de lutar contra minha natureza e, principalmente, de criar para mim ou sustentar para o mundo é expectativas irreais.


Uns são água mansa da chuva tranquila, outros são a enxada que revira a terra. Ambos fazem a planta ter chance de realizar seu potencial de vida. Só um é importante o tempo todo. Eu sou enxada e, quando “chovo”, é tempestade.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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