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em defesa de todas as familias

Não é de hoje que eu defendo as famílias sem distinção. Há anos falo sobre o tema e um dos meus textos favoritos é o que falo sobre Maria Berenice Dias, carinhosamente conhecida como “a juíza dos afetos”.

E urge um posicionamento nosso sobre isso!

Faça como eu, vote na enquete sobre o “Conceito de núcleo familiar no Estatuto da Família“.

Basta dizer se você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família.

Eu deixo aqui minha voz entoando algumas das palavras de Gilberto Scofield Jr:

“Não, deputado Eduardo Cunha. O senhor não tem o direito de determinar o que é família num mundo em transformação e num país onde o percentual de famílias chefiadas por mulheres passou de 22,2% para 37,3%, entre 2000 e 2010, segundo dados mais recentes do Censo Demográfico de 2010. Isso não torna as adoções lideradas por casais homossexuais mais perfeitas ou melhores que as adoções feitas por casais heterossexuais. Simplesmente não há diferença constatada por qualquer estudo científico sério.

O que o Estatuto da Família faz é dar aos casais heterossexuais o monopólio da criação “perfeita” de filhos.
(…)
Não, deputado Eduardo Cunha. A paternidade virtuosa não é um monopólio da heterossexualidade. E caso a sua religião não pregue a tolerância, preste atenção num fato muito simples: toda a criança adotada por um casal de gays ou de lésbicas foi abandonada/espancada/negligenciada por um casal heterossexual, esse mesmo que o senhor julga serem os únicos capazes de criar filhos “normais”.”

E faço questão de incluir um adendo: sou protestante por opção religiosa e vivo há 19 anos um casamento heterossexual, estável e monogâmico com meu namorado de escola, com quem me casei jovem e com quem tenho 3 filhos.

Mas tenho plena consciência de que este modelo que temos – o do pai com a mãe e filhos sob o mesmo teto – é raro e existe há pouco tempo como modelo para a humanidade. 30, talvez 50 anos? As famílias sempre foram plurais e não há nada que desabone os modelos diferentes do meu! O que desabona e o que aqui em casa consideramos imperdoável é a falta de amor e o preconceito vazio.

Eu sou contra a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família!

E você?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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