a vida quer / destaque / empreendedorismo

historia da jovem que engravidou em viagem é falsa

“Olá, eu sou Natalie. Eu sou da França. Hoje, eu estou fazendo este vídeo porque eu preciso de sua ajuda”, diz a jovem na sequência, que foi postada no Facebook e no YouTube. “Três meses atrás eu vim para Mooloolaba (na Austrália), me diverti muito, conheci pessoas incríveis. Na última noite, tivemos uma festa. Eu conheci um cara realmente bonito. Para mim, foi amor à primeira vista. E nós tivemos uma bela noite. Na manhã seguinte, eu voei para casa, em Paris, e eu perdi o meu telefone com o número dele. Assim, eu não tenho nenhuma maneira de contatá-lo. Seis semanas mais tarde, eu descobri que estava grávida. Então, eu tive que voltar aqui e tentar encontrá-lo. Eu não tenho família. Por favor, por favor me ajude”.

Se você visse um vídeo com essa mensagem, ajudaria, né?

Eu também!

E foi contando com o bom coração da gente que milhares de pessoas ajudaram a reunir essa nova família intercontinental.

Só que era tudo uma ação de marketing.

Dias depois, Andy Sellar, dono da Sunny Coast Social Media, publicou um novo vídeo para explicar que tudo não passou de um viral para promover a empresa de viagens, chamada Holiday Mooloolaba.

O que vocês acham disso?

Qual será o limite ético do uso das redes sociais?

Isso me lembrou de outro caso recente, no qual uma brasileira abusou da fé alheia divulgando em redes sociais um apelo para ajudarem na busca por sua mãe que teria sido sequestrada. Dizem que ela ganhou dezenas de milhares de seguidores no Instagram em poucas horas, tamanha foi a repercussão do caso, com muitos reposts feitos para ajudar no drama familiar. Depois de ter até dado entrevista para TV, ela foi desmascarada e teve que sumir das redes sociais.

Mas esse era um caso pessoal. O australiano, uma proposta comercial. Ambos tratam de uma questão importante e atual:

Não basta estar nas redes sociais, é preciso ter ética

imagen-ID11-2

Usar as redes sociais para interagir com as pessoas, criar novos vínculos e conviver com amigos parece uma condição sine qua non da vida contemporânea. Muitas empresas também querem aproveitar isso e entram no ambiente virtual, usando os canais de redes sociais para se aproximar dos clientes, mas nem sempre dá certo.

Afinal, o que a gente espera de uma marca nas redes sociais? Amizade ou informação?

Li um artigo de André Borges, que dizia que estar online é sinônimo de que você está à frente ou ao lado de sua concorrência, e não atrás. 

“Mas, quando uma empresa não administra bem sua fanpage no Facebook, por exemplo, ao invés de atrair clientes, ela pode afastá-los.  A ética, o bom senso, e o conhecimento são necessários nesse momento.”

valores-ética-estratégia

O texto trazia dicas do que as empresas não devem publicar nas redes sociais:

1. Comentários sobre times, religiões e política – Se você tem um cargo de nível gerencial para cima e usa blogs e comunidades virtuais, resista à tentação de fazer postagens sobre assuntos que geram polêmica, principalmente esses três. Já houve casos de demissões no alto escalão de empresas brasileiras por esse motivo.

2. Discordar publicamente de um cliente – Lembre-se: O cliente sempre tem razão, qualquer tipo de comentário, mesmo que seu cliente esteja errado, de jeito maneira você tem o direito de difamá-lo na rede, mesmo sendo a vítima da situação.

3. Usar os modelos de layout padrão que as redes sociais oferecem – Blogs, microblogs e páginas de fãs podem ser criadas rapidamente usando o modelo padrão. Se o seu tem fins comerciais, crie o seu próprio modelo e leve para lá a identidade visual de sua empresa.

4. Escrever com erros de Português – Evite usar abreviações do tipo: “vc tb viu o que escrevi?” O Português bem escrito transmite credibilidade e ajuda os spiders dos buscadores a entenderem melhor o que você disse.

5. Usar um endereço de blog que não seja um domínio ou subdomínio próprio – Você pode usar uma plataforma como o Blogger ou Wordpress, mas tenha um domínio ou subdomínio próprio, do tipo ww.seusite.com.br ou blog.seusite.com.br. Custa somente R$ 30 por ano.

6. Ficar muito na defensiva – Não discordar publicamente não significa que você não deva defender suas ideias. Faça-o de forma construtiva, positiva e com bom humor.

7. Começar relacionamentos tentando vender seus produtos – Imagine-se em um grupo de amigos numa festa e de repente alguém entra na conversa tentando vender algo. Não seria desagradável? Nas redes sociais é a mesma coisa, as pessoas estão em rodas de conversas, entre oferecendo informações interessantes e aos poucos vá colocando seu conteúdo comercial. Demora mais, mas traz resultados mais duradouros.

8. Não compartilhar postagens de outros seguidores – Compartilhar postagens de outros blogs, miniblogs, comunidades, etc, é uma forma de mostrar engajamento e interesse pelas pessoas. Não se restrinja apenas ao que você tem a dizer. Compartilhe.

9. Escrever textos longos – Escreva em tópicos e textos de fácil leitura. Caso tenha informações mais detalhadas sobre aquele assunto, indique um link para o site.

10. A última e não menos importante – Não registrar seus sites nos mecanismos de busca- Não fique sentado esperando os robôs de buscas encontrarem você. Faça o cadastro de seus sites nos buscadores. Não use empresas que dizem “cadastrar seu site em três mil buscadores”, isso é spam e você acabará sendo punido ao invés de alcançar boas colocações. Faça você mesmo ou peça para sua agência. É trabalhoso, mas traz excelentes resultados.

E, por fim, não custa relembrar:

ethic

ethic

ética
substantivo feminino
1.
parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo esp. a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social.
2.
p.ext. conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.
“é. profissional”
Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas