Ética e competência: 5 atitudes a evitar no dia a dia profissional

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Como não fiz uma carreira tradicional e desde os tempos da faculdade de jornalismo eu atuo de forma mais independente e empreendedora, tenho certa resistência a conselhos de gurus do mundo corporativo.

Mas às vezes vejo ideias que valem a pena recontar, como estes 5 erros comuns no dia a dia profissional, que acontecem justamente quando achamos que estamos seguindo o caminho correto. Vi em alguns deles atitudes que eu tinha quando comecei minha carreira, atuando na assessoria de imprensa de um órgão público e num jornal diário de Curitiba, tanto quanto outros dilemas mais contemporâneos, envolvendo o uso de redes sociais.

Acho que você também vai se identificar com os temas levantados por Eduardo Ferraz, consultor em gestão de pessoas, e Claudia Monari, diretora da Divisão Outplacement & Career Planning da RH Career Center.

1. Entregar apenas o que lhe pedem.
Fazer o básico do que é exigido não é ruim – mas também não trará destaque profissional e grandes chances de promoção. Como você agiria se a empresa fosse sua? Assuma responsabilidades dentro da sua área de atuação e pondere se entregar apenas as metas é o suficiente para crescer profissionalmente. Explore o seu potencial e não se acomode.

2. Defender intensamente a empresa nas redes sociais. Seja neutro e tenha bom senso. Essas são as dicas dos consultores para a atuação e interação dos funcionários nas redes sociais. Principalmente quando a questão é defender alguma ação, produto ou decisão da empresa. Discutir com clientes ou concorrentes não é a conduta correta. Se for para defender a empresa, a pessoa precisa ser preparada e autorizada para isso. Às vezes, ela acredita que está ajudando, mas só piora uma situação. Não se trata de ignorar as redes sociais ou as reclamações de clientes, mas de agir com cuidado na interação. O funcionário não precisa decidir sozinho como lidar com reclamações. Se a empresa não tem uma política definida de comunicação, pergunte ao chefe e peça orientação.

3. Cobrir atraso ou imprevisto do colega. Ajudar colegas e evitar que eles se deem mal é uma tentação para pessoas bem-intencionadas, mas o que parece um favor pequeno pode se tornar um problema quando atuamos em áreas distintas. Os erros podem ocorrer ao atender um simples telefonema destinado ao colega ou até ao participar de uma pequena reunião que não é sua. É legal apoiar os colegas, mas cobrir o trabalho do outro precisa ser exceção. No dia a dia, é melhor fazer um acordo que envolva a equipe toda e não assumir responsabilidades que não são suas e permitir ao gestor avaliar quem pode cobrir o imprevisto.

4. Estar sempre disponível para o trabalho. Naturalmente se espera 100% de dedicação e comprometimento, mas isso no ambiente (ou no caso do trabalho remoto, no horário) profissional. O problema é quando o funcionário precisa estar disponível fora de seu horário de trabalho e essa exigência não é algo formalizado dentro da empresa. Aqui vale o ditado: “o combinado não sai caro”. Acerta-se como e quando as tarefas serão executadas e, se elas não foram informadas anteriormente, o colaborador não pode ser obrigado a responder a qualquer chamado 24 horas por dia.

5. Mentir pra proteger o chefe ou o emprego. Aqui entra a ética e, na minha opinião, ela tem que ser superior a tudo ou cairemos naquela máxima de que “todo mundo tem seu preço” e o desejo de manter o emprego pode consumir nossos valores pessoais. Quando se mente a alguém porque o chefe pediu, acabamos assumindo um compromisso que não é nosso. Dependendo do caso, a situação pode ser delicada e “queimar” o profissional. Para não correr esse risco, é preciso se posicionar com firmeza.

Este ponto considero o mais importante!

Eu já deixei um emprego teoricamente dos sonhos em outro país, com meu visto por vencer, porque não compactuava com algo proposto. Valeu a pena, consegui outro emprego e renovei o visto de trabalho, além de manter minha ética.

E você, que dicas tem para quem está começando a carreira e quer fazer o máximo, mas sem abrir mão da sua ética e valores? Compartilhe nos comentários suas sugestões e também experiências!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.