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como proteger os filhos de pedofilos na internet

Como proteger os filhos de pedofilos na internet

Hoje pela manhã li no G1 um artigo que dizia ser um mapa do comportamento dos pedófilos na internet. A repórter Juliana Carpanez alertava pais sobre a segurança na web, tema que já norteou uma entrevista que ela fez comigo há alguns meses. Na época falamos sobre a importância da presença e do monitoramento dos pais no uso dde internet pelos filhos.

Segundo a matéria, um estudo realizado pela empresa de segurança Trend Micro aponta que 14% das crianças dos EUA com acesso à web já foram sexualmente assediadas. Os dados são corroborados pela ONG brasileira Safernet (que defende os direitos humanos na internet) que conta com 24,4 mil denúncias de pornografia infantil só no primeiro semestre deste ano – de longe, o crime mais denunciado num total de 44,5 mil no mesmo período.

O interessante é que, para alertar os pais sobre o problema, a Trend Micro fez junto  um levantamento das frases mais utilizadas para este assédio, mostrando como os pedófilos agem no universo virtual e o que suas palavras realmente querem dizer. Se como eu você achou que a realidade estaduninense é muito diferente da nossa, saiba que a delegada titular Helen Sardenberg (da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro) afirmou que os dados estão compatíveis com a realidade brasileira.

Quando eles dizem uma coisa, na verdade querem saber…

  • Onde fica seu computador em casa?” Determinar se algum adulto está por perto.
  • Qual a sua banda favorita? Estilista? Filme?” Descobrir que tipo de presentes oferecer – entradas de shows, roupas, CDs, etc.
  • Eu conheço alguém que pode transformar você em modelo.” Bajulação.
  • Eu conheço um modo de ganhar dinheiro fácil.” Apelar para o desejo natural dos jovens em ganhar e gastar dinheiro.
  • Você parece triste. O que aconteceu?” Mostrar simpatia e encorajar a criança a confiar no agressor, possivelmente fazendo-a se afastar do apoio familiar.
  • Você é a amor da minha vida.” Manipulação – se tornar atraente fazendo com que a vítima se sinta especial e envolvida numa relação.
  • Vamos conversar privado.” Entrar numa conversa separada da sala de bate-papo, mensagem instantânea ou pelo celular.
  • Qual o número do seu telefone?” Estabelecer contato off-line – geralmente acontece numa fase adiantada, depois que a criança se sente confortável com o agressor.
  • Se você não… [fizer o que eu pedi], eu vou… [contar para seus pais ou mostrar suas fotos num blog/rede de compartilhamento].

O que a gente não pode esquecer é que, como afirmou a a delegada Helen Sardenberg, “o computador pode ser uma arma, e os pais não têm noção do que essa máquina representa nas mãos de uma criança sozinha. A internet dá acesso a um mundo de relacionamentos para os quais a criança ainda não está preparada”.

Para saber mais, indico a leitura do texto integral aqui.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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