Estudar música na infância melhora inteligência

Hoje teve aula de flauta e violão - avaliem como a casa está "silenciosa"... #maecomfilhos (Foto de Sam Shiraishi @samegui - proibida reprodução, todos os direitos reservados)

Sempre acreditei que estudar música fazia bem – à alma, ao emocional, ao coletivo. Quando criança meu sonho era estudar piano e violão, mas só aos 16 tive acesso a isto e o piano ficou no sonho mesmo. Estudei um pouco de violão clássico e de baixo elétrico e já fez imensa diferença na minha vida.

Quando tive os meninos quis que estudassem música cedo. Enzo fez aulas de Iniciação Musical com duas Musicoterapeutas, numa atividade que começou com um ano e meio e perdurou até os três, quando ele começou a fazer violino no método Suzuki. Não durou o estudo musical mais sério (o violino) porque era exigente demais para nós, os pais, ocupados com trabalho e com o bebê, mas penso se não fez diferença para os dois (afinal, Giorgio fez Iniciação Musical desde a barriga e ia com a gente às aulas de Suzuki).

O que eu não imaginava é que poderia ser um diferencial na inteligência.

Segundo pesquisa realizada pela York University e pelo Royal Conservatory of Music de Toronto com 48 crianças de 4 a 6 anos, estudar música na infância melhora inteligência.

Como se faz um estudo assim?

As crianças foram divididas em dois grupos.
“Um dos grupos estudou fundamentos básicos da música, como tom, ritmo e melodia. Já o segundo, teve aulas de conceitos básicos da arte visual, como formas e linhas. Os dois grupos tiveram lições duas vezes por dia, em sessões de uma hora, ao longo de 20 dias. Antes de começar o programa, os estudantes foram testados em sua inteligência verbal e espacial. O mesmo teste foi aplicado após as aulas. O resultado mostrou que 90% das crianças que tiveram o treinamento musical apresentaram melhora na inteligência – melhor conhecimento de vocabulário, tempo de reação e precisão. Já no grupo que não estudou música, os pesquisadores não encontraram um aumento significativo na inteligência verbal ou mudanças no cérebro.”

O resultado mostrou que 90% das crianças que tiveram o treinamento musical apresentaram melhora na inteligência – melhor conhecimento de vocabulário, tempo de reação e precisão. Já no grupo que não estudou música, os pesquisadores não encontraram um aumento significativo na inteligência verbal ou mudanças no cérebro.

Senti tanta diferença (positiva) nos meus meninos depois que começaram a estudar artes (desenho, pintura, teatro), mas nada bate a evolução deles como seres humanos que a música trouxe. Fantástico! É daquelas atividades que deveriam ser “sine qua non” na infância!

P.S. Valeu Juliana Ricci por compartilhar a notícia no grupo Mães (e pais) com filhos no Facebook. E se você tem crianças na família e gosta de conversar sobre elas – tirando dúvidas, trocando ideias ou simplesmente corujando – junte-se a nós lá!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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