Estrada verde elimina poluientes emitidos pelos veículos

estrada verde

Quando eu era criança ouvia falar que as árvores eram os pulmões da cidade, filtrando os gases emitidos por carros e até pela indústria. A visão é romântica, mas me acompanhou sempre e confesso que ao pensar em CO2 (os gases emitidos por veículos e expelidos por nós na respiração) eu logo penso se tem “um verdinho” por perto para transformar isso em oxigênio.

O que a gente aprendeu em tempos menos românticos e mais realistas é que não basta ter verdinhos por perto – embora eles sejam excelentes mesmo e mudem a cidade para melhor -, é preciso criar condições para que a vida urbana seja sustentável para todos.

Nesta semana vi uma notícia de que engenheiros holandeses estão criando a primeira “estrada verde”, capaz de eliminar da atmosfera a poluição emitida pelos veículos que trafegam por ela. Seria um avanço da ideia inocente das árvores como pulmão das cidades?

Pode ser. O que conta é o fato de já existir uma ideia de protótipo, uma pequena estrada na cidade de Hengelo (na Holanda) que será pavimentada com um concreto especial contendo um aditivo capaz de capturar as partículas de óxidos de nitrogênio (NOx) emitidas pelos escapamentos dos carros e caminhões. Vale lembrar que NOx estão entre os mais danosos gases poluentes emitidos na atmosfera, sendo os principais responsáveis pela chamada chuva ácida.

Como funciona?

O concreto purificador de ar recebe em sua formulação um aditivo à base de dióxido de titânio. Quando exposto à luz do sol, o material reage com os óxidos de nitrogênio, transformando-os em nitratos, que são inofensivos ao meio ambiente. Basta uma chuva para que todo o pó inerte seja lavado e a estrada fique limpa de novo. A estrada de Hengelo foi escolhida por estar sendo reconstruída e por conta da excelente qualidade do ar da região, que permitiria um acompanhamento preciso dos resultados obtidos com a pavimentação capaz de eliminar a poluição do ar.

Quem sabe em alguns anos essa tecnologia já esteja disponível e grandes cidades com São Paulo possam anular grandes quantidades de CO2 no momento em que são produzidas, melhorando a qualidade de vida das pessoas e produzindo um menor impacto ambiental.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.