sustentabilidade

Aconteceu há cerca de um mês do lançamento do relatório “State of the World 2010 – Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability (Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas: do Consumismo à Sustentabilidade)”, documento produzido pelo Instituto Akatu com o Worldwatch Institute (WWI) e que traz anualmente dados atualizados sobre questões ambientais e de sustentabilidade. Há muito para se pensar, mas o principal ainda está nos níveis elevados de consumo: um sexto da humanidade consome 78% de tudo que é produzido no mundo. Na avaliação do Estado do Mundo, “somente a partir de uma mudança cultural, em que se naturalizem comportamentos sustentáveis no lugar dos hábitos consumistas é que será possível desviar o curso da humanidade, que caminha a passos largos para a inviabilização da vida humana na Terra”.

Por ocasião do lançamento um debate tratou do tema, com opiniões de Eduardo Athayde (diretor da WWI), Ricardo Abramovay (professor titular da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo,FEA-USP) e Lívia Barbosa (diretora de pesquisa do centro de Altos Estudos da Escola Superior de Propaganda e Marketing, ESPM).

Alguns pontos da conversa merecem destaque, como a importância de se levar a discussão da esfera pública para a esfera privada, uma vez que muitos impactos do consumo são causados por práticas cotidianas relacionadas a alimentação, limpeza e higiene das quais as pessoas não têm dimensão das consequências. Lívia também alertou para o cuidado que os pesquisadores devem ter no tratamento do consumo, que é uma instância social complexa de alto potencial transformador – e não tem necessariamente efeitos ruins.

De minha parte, como sempre, fiquei de olho no consumismo infantil, em artigos que tratam a educação infantil para a sustentabilidade, mercantilzação da infância e alimentação escolar. Colaboraram nos textos dessa sessão Susan Linn, Ingrid Pramling Samuelsson, Yoshie Kaga, Kevin Morgan e Roberta Sonnin.

No debate, quando questionado sobre o estímulo excessivo de crianças ao consumo por meio da publicidade e sobre políticas públicas de proteção à infância nesse quesito, Abramovay afirmou que é um “escândalo” o que o mercado tem feito para vender produtos e foi enfático ao afirmar que debitar a responsabilidade do consumo somente nos pais é uma atitude perversa, uma vez que a indústria da mídia trabalha o dia todo para que as crianças consumam, passando muito mais tempo em contato com elas do que seus cuidadores (pais e professores). O pesquisador reforçou a importância da contribuição que o Estado tem a dar no sentido de formação de consciência em todos os setores da sociedade em favor da infância.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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