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Você também sonha com escolas diferentes, que ensinem mais do que a teoria e traga uma visão cidadã prática para as crianças e jovens com quem convive?

Então vai gostar do que reuni neste post para começar a semana com razões para acreditar. 

🙂

Escolas como a E.E. Professor Tochichico Yochicava, localizada em Suzano, se notabilizam por se preocuparem com o meio ambiente, com inúmeros projetos voltados para o tema. Um exemplo é a “Horta Hidropônica”, que ensina aos alunos como fazer o plantio de alimentos suspensos no ar por meio de calhas especiais. Parece uma brincadeira ou uma atividade para fazer passar o tempo, mas vislumbro outros ensinamentos aí: incentivar o uso consciente da água, além do cultivo de alimentos, que são usados na merenda escolar e um dia poderão ser usados na rotina doméstica, quem sabe?

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Soube também que alunos das escolas estaduais de São Paulo encontraram no meio ambiente uma oportunidade para criar e desenvolver projetos científicos. As soluções encontradas vão desde um sistema de irrigação com garrafas PET, um coletor da água de chuva de baixo custo e até o uso da matemática em dispositivos de controle de vazão e economia de água nas unidades de ensino. Conheça os projetos que são como o “Semeando Saúde”, parceria da Educação com a Santa Casa de São Paulo, que fez com que os alunos da E.E. José Amaral Mello, localizada na zona norte de São Paulo participassem de trabalhos de conscientização do meio ambiente em 2014.

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Durante o projeto, os estudantes tiveram a oportunidade de trabalhar a educação ambiental, aprendendo conceitos que envolvem desde a importância de cuidar da água do planeta até o plantio de plantas. Todos os estudantes foram orientados por uma equipe multidisciplinar, liderada por um biólogo, e orientados com uma cartilha que trazia cinco módulos abrangerndo questões como resíduos e cultura de paz.

Ficou impressionado? Pois veja essa: em 2014, dois alunos e duas escolas da rede estadual de Osasco tiveram seus projetos selecionados entre as melhores iniciativas de agricultura familiar propostas por unidades de ensino de todo o País. Eles conquistaram o primeiro lugar na 23ª edição do Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente, promovido pela empresa siderúrgica Belgo Bekaert Arames.

As escolas estaduais Professor Benedicto Caldeira e Newton Espírito Santo Ayres ganharam na categoria Projeto Escola com a criação de espaços no pátio para plantação e colheita de alimentos. Além disso, os estudantes confeccionaram gibis e produziram peças teatrais para mostrar como as famílias utilizam da agricultura para tirar seu sustento. Na categoria Redação, os estudantes Emily de Oliveira Saraiva, da E.E. Professor Gastão Ramos, e Geovani da Silva Brito, da E.E. Professor Josué Benedicto Mendes, foram escolhidos pelos seus poemas “A união faz a força” e “Um poema saudável” sobre a importância de uma alimentação sem agrotóxicos.

duas escolas da rede estadual de Osasco tiveram seus projetos selecionados entre as melhores iniciativas de agricultura familiar propostas por unidades de ensino de todo o País

“Há 21 anos participamos dessa ação com o intuito de intensificar as atividades de educação ambiental e gerar bons debates e reflexões em sala de aula. Precisamos estimular os jovens a refletirem sobre sustentabilidade para pensar nas gerações futuras “, contou a professora-coordenadora do Núcleo Pedagógico de Ciências da Diretoria de Ensino de Osasco, Isolete Domiciano.

Segundo o governo estadual, o Currículo do Estado de São Paulo “visa à construção de uma educação com qualidade, tal qual o de garantir a proteção e recuperação das nascentes e o abastecimento de água à população”, por isso, “conteúdos relacionados à água e, especificamente, às nascentes, mata ciliar, biodiversidade, recursos hídricos, entre outros, estão contemplados”.

E novamente, parece que os alunos de escolas públicas estão à frente dos que estudam em escolas particulares!

Parabéns!

Escolas da rede estadual de ensino podem se inscrever até 26/08/2015 na campanha “Escola Sustentável”, parceira do Programa Nascentes.

  • Para participar, as unidades de ensino precisam incluir na pauta do seu planejamento questões referentes à mobilização e sensibilização sobre o uso da água, conservação ou recuperação de nascentes e matas ciliares.

  • É necessário ainda que a unidade escolar que esteja em processo para se tornar uma escola sustentável, realize ações de acordo com três princípios: articulação com Currículo; gestão democrática e protagonismo juvenil.

  • A ação tem por objetivo introduzir os conceitos de sustentabilidade e preservação do ecossistema nas unidades escolares, com ênfase à necessidade de recuperação de matas ciliares, de forma a conscientizar os alunos sobre os cuidados com o meio ambiente.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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