entretenimento

budapeste-leonardo-medeiros-giovana-antoneli-chico-buarque

Lembro de quando eu li Budapeste. Fui com uma má-vontade que só minha irmã Tiffany, que me emprestou o livro – acho que li antes dela, pois foi uma leva de bons livros que ganhou num aniversário – percebeu. Tive uma professora de Literatura na faculdade que “azucrinou” a turma com a leitura de um livro do Chico e ele ficou com aquele gosto de Estorvo para mim. Mas, por outro lado, embora eu  não o considere um bom intérprete – nisso combina com seu ex-cunhado João Gilberto -, sempre gostei das músicas dele. Sem falar que eu adoro Gota D’Água e O Grande Circo Místico. 

Então li Budapeste, que agora estréia no cinema já com muitos elogios. A leitura foi uma viagem, um sonho húngaro, a sensação de identidade de ser estrangeira e por conta disso poder ser você, porque não há amarras quando as pessoas não te entendem nem tem premissas ou expectativas sobre seu comportamento. 

Mas para o filme, como acontece no romance, ator Leonado Medeiros, que vive o protagonista Léo Costa no cinema, teve que  estudar o idioma e a pronúncia.Segundo o ator, que diz que não chegou nem perto de dominar o idioma, “o húngaro é meio lírico, parece que você está dizendo poesia.” Quero muito ver e ouvir esta poesia. 

A poesia deve estar também na fotografia, pois o filme é dirigido por Walter Carvalho, um dos maiores fotógrafos do cinema brasileiro – e responsável por Lavoura Arcaica e Carandiru, dois filmes que vergonhosamente não vi. 

Na história, o “ghost writer” Costa, passeando por Budapeste, conhece Kriska ( Gabriella Hámori) ao cogitar comprar um livro para aprender húngaro. Ela diz: “Húngaro não se aprende nos livros”. E se dispõe a colocar o idioma –“o único que o Diabo respeita”– “na cabeça” do protagonista. Os dois vivem uma história de amor, interrompida quando Costa tem que voltar ao Rio de Janeiro, para sua mulher (Giovanna Antonelli) e seu trabalho.

Ao lançar um livro que vira best-seller, e cujo autor parece seduzir sua esposa, Costa se sente traído e ressentido. Decide abandonar tudo e retorna para Budapeste, onde, apesar de não entender perfeitamente o idioma, se sente em casa. Ele retoma sua ligação com o idioma, estudando, se aprofundando e escrevendo muito, ao mesmo tempo em que, pouco a pouco, consegue reconstruir também seus laços com Kriska.

Curiosidade: Chico Buarque participou do filme, numa ponta em que pede um autógrafo ao protagonista da história. E Chico tem outros dois livros recentemente transpostos para o cinema: Benjamim e  Estorvo.

Você pode gostar também de ler:
E se você tivesse a oportunidade de fazer tudo diferente? A vida em sua essência
Qual o tamanho do mundo que você quer para seu filho? Esta é uma pergunta
Em feriados ou a gente viaja ou decide que vai resolver aquele cômodo da casa
Nesta semana, a cidade do Rio de Janeiro tem sido palco para os diversos debates
Quantas vezes você ouviu alguém dizer: se tiver um limão, faça uma limonada. Referindo-se à
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas