Ser “entusiasta” é diferente de ser “especialista”

“@vivivanblaso: Agora todo mundo é especialista em sustentabilidade, todo mundo faz consultoria na área, estou impressionada com a quantidade de profissionais que estão se vendendo no mercado como sustentáveis. Só espero uma coisa… que a sustentabilidade realmente aconteça.”

É o mesmo “fenômeno” das mídias sociais, todo mundo é especialista! Ser “entusiasta” é diferente de ser “especialista”. A palavra entusiasta vem do latim tardio (enthusiasta) e este do grego (ἐνθουσιαστής), que significa inspirado. Gosto mais da ideia de que algum tema – novas mídias, sustentabilidade, educação, cultura – inspire cada um de nós de alguma forma especial e por isso sejamos entusiastas do assunto.

es.pe.ci:a.lis.ta

  1. pessoa que se consagra com particular interesse e cuidado a determinado estudo e/ou habilidade
  2. pessoa que se dedica a um ramo de sua profissão
  3. ser, entidade ou objeto que tem habilidade ou prática especial em determinada coisa

en.tu.si.as.ta

que se dedica vivamente a alguma coisa, ou por ela se exalta, se toma de arrebatamento, se entusiasma

Mas a ideia de que podemos nos tornar especialistas – no sentido da pessoa que tem tem especial interesse e cuidado com um assunto – é algo que me parece exigir mais tempo. Considerando a etimologia da palavra, muitos (de nós) estariam aptos a, sem medo de parecerem arrogante, se autointitularem especialistas em mídia sociais, visto que nos dedicamos a este ramo como profissão, temos uma habilidade ou prática especial nesta área e temos cuidado com o estudo das inovações e ferramentas.

Será que não é preciso mais para ser um guru numa atividade assim? O que vocês acham?

Quanto é necessário de suor e de dedicação para passarmos de entusiastas a especialistas?

P.S. O post parece meio nonsense, mas tem um sentido: hoje é Social Media Day, o dia da mídia social. Há um ano eu estava no evento de lançamento da data, debatendo com outros profissionais que tiveram suas vidas alteradas pelas novas mídias sobre nossas experiências e nossas sugestões para quem está neste mercado tão novo e tão interessante.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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