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Breno Silveira (diretor de Dois Filhos de Francisco e Gonzaga: de pai para filho) continua emocionando o público brasileiro com suas megaproduções. Sua nova obra cinematográfica, Entre Irmãs, chega aos cinemas no dia 12 de outubro.
Assim como os outros dois filmes citados, Entre Irmãs traz uma representação do passado brasileiro de forma poética, emocionante e bela.

 

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O filme traz a história de duas irmãs, uma romântica e outra valente, e o amor que as une. Chegou até a me lembrar a animação Frozen, só que numa adaptação do Sertão Nordestino.
Elsa e Anna Luzia e Emília são mulheres fortes e lutam contra injustiças da época.

Apesar de longo (duas horas e quarenta minutos de duração), a produção conseguiu me envolver em seu drama por três fatores essenciais: sua trilha sonora, intensa e emocionante; sua fotografia, com imagens bem recortadas do sertão nordestino e seu enredo, que, além de contemplar o drama, traz questionamentos atuais com o nosso próprio contexto.

 

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Segundo a atriz Letícia Colin, que interpreta a personagem Lindalva, os temas retratados no filme são atuais porque nunca saíram de pauta. Há um retrocesso em se estar debatendo ainda questionamentos existentes há quase cem anos.
Assim, fui completamente surpreendido, por exemplo, com a aparição sutil do tema ‘Cura Gay’, retratado de maneira tão resoluta e simples por personagens como Lindalva.

 

– Eu só queria que ele se curasse…
– Degas não estava doente.

O filme nos faz viver na pele das personagens e sentir um pouco das dores e dilemas de cada um. Sentimos raiva, sim, mas logo percebemos a essência principal do filme – e talvez da vida: todo personagem e toda pessoa é contraditória em seu interior.

Um canganceiro impiedoso pode ser tão apaixonado quanto um jovem da capital. Uma moça da alta sociedade do século XX pode ser lésbica, assim como uma mãe amorosa pode ser uma sogra rígida.
Uma moça tão sonhadora pode ter os pés no chão, assim como sua irmã, séria e corajosa, pode lutar por uma paixão.

Somos humanos e jamais seremos uma só coisa – uma só história ou um só personagem.

 

 

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Vinii ainda é estudante de jornalismo e tem muito o que escrever pela frente. Paulistano de berço, se esforça pra não se acostumar com o cinza e o cruel de Sp. Acredita que há amor aqui, e em qualquer outro lugar, e luta contra o futuro de Black Mirror.

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