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Sabem qual é a fonte de energia que mais cresce no mundo? A energia solar, que cresce 30% ao ano!

E quem lidera esse mercado são os chineses: ao todo, 70% de todos os equipamentos usados para transformar o sol em energia vêm daquele país. Em volume, eles passaram à frente dos alemães, que começaram o processo antes. Na Alemanha, um terço de toda a capacidade instalada para geração de energia solar do mundo.

Minha pergunta é: como podem ter números assim se o lugar mais ensolarado da Alemanha recebe menos luz do sol do que a parte mais sombria do Brasil?

Simples, eles fazem!

Mas nós temos chances e podemos correr atrás disso, pois nenhum dos países que mais investem nessa fonte de energia pelo mundo tem mais sol do que o Brasil.

Creio que também faz diferença saber que na terra dos meus ancestrais (Alemanha), eles também acompanham e cobram!

Por aqui ainda precisamos aprender a fazer os dois! Vejam só:

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O primeiro leilão de energia solar organizado pelo governo contratou 31 novos projetos. É energia suficiente para abastecer mais de 900 mil residências. A Bahia é o estado que lidera os investimentos. Serão, ao todo, 16 novas usinas solares. Uma delas fica num parque eólico em Caetité, a 450 quilômetros de Salvador – aquele mesmo que foi alvo de denúncias pela mídia há um ano porque estava pronto desde 2012 e sem uso, mas era mantido pelo Governo, que pagava pela energia que não usava nem recebia.

🙁

Para que estas coisas não aconteçam no setor de energia solar, que tal ficar de olho e ouvido ligados em eventos como o Seminário Benefícios, desafios e perspectivas da energia solar, que acontece nesta tarde na Câmara dos Vereadores de São Paulo?

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O Brasil tem um dos maiores potenciais para energia solar no mundo e, no entanto, ainda investe muito pouco na fonte. Além de ser uma energia limpa e renovável, a energia solar pode ser a solução para a crise elétrica que o País enfrenta e trazer benefícios econômicos e sociais, como a geração de empregos verdes.

Os convidados e moderadores debaterão junto ao público quais são os entraves ao desenvolvimento da energia solar no Brasil, os benefícios e as perspectivas futuras da fonte.

Programação:

  • 14h – Abertura. Com Jair Tatto, vereador (PT) e Sérgio Leitão, diretor de Políticas Públicas do Greenpeace
  • 14h20 – Crise do setor, perspectivas de crescimento da demanda e o papel da geração distribuída no Brasil e na cidade de São Paulo. Com Roberto Zilles, doutor em Engenharia de Telecomunicações e professor associado ao IEE-USP
  • 15h – Mesa redonda: Os benefícios da geração distribuída ao país – Fernando Camargo, da LCA Consultores, apresentará o potencial para geração de empregos verdes e seu impacto na economia do Brasil. Além disso, Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace, discutirá os benefícios ambientais da energia solar.
  • 16h – Vídeo: Solar: energia que transforma vidas
  • 16h10 – Mesa redonda: Microgeração no Brasil – o que precisa mudar? Debate sobre os entraves para o desenvolvimento da energia solar no Brasil. Questões tributárias, financiamento e a resolução 482 da ANEEL serão apresentadas por Rodrigo Sauaia, diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Gustavo Malagoli, diretor da Alsol, abordará experiências práticas, bons exemplos e a importância do papel do Município para a energia solar.

De forma prática:

A utilização de energia solar térmica para aquecer a água do banho, torneiras e piscina é uma boa opção para o consumidor se proteger das altas tarifas. Em fevereiro de 2015, o custo do kWh da energia solar era de R$ 0,13, com valores de instalação e operação e sem variações por até 20 anos, que é a vida útil do equipamento, contra R$ 0,55, da energia elétrica com impostos, e, ainda, devendo-se somar as bandeiras tarifárias e novos aumentos nos próximos anos.

Quase todas as fontes de energia – hidráulica, biomassa, eólica, combustíveis fósseis e energia dos oceanos – são formas indiretas de energia solar. Além disso, a radiação solar pode ser utilizada diretamente como fonte de energia térmica, para aquecimento de fluidos e ambientes e para geração de potência mecânica ou elétrica.

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Você sabe como acontece o processo que converte a energia solar em elétrica?

  • O aproveitamento da iluminação natural e do calor para aquecimento de ambientes, denominado aquecimento solar passivo, decorre da penetração ou absorção da radiação solar nas edificações, reduzindo-se, com isso, as necessidades de iluminação e aquecimento. Assim, um melhor aproveitamento da radiação solar pode ser feito com o auxílio de técnicas mais sofisticadas de arquitetura e construção.
  • O aproveitamento térmico para aquecimento de fluidos é feito com o uso de coletores ou concentradores solares. Os coletores solares são mais usados em aplicações residenciais e comerciais (hotéis, restaurantes, clubes, hospitais etc.) para o aquecimento de água (higiene pessoal e lavagem de utensílios e ambientes). Os concentradores solares destinam-se a aplicações que requerem temperaturas mais elevadas, como a secagem de grãos e a produção de vapor. Neste último caso, pode-se gerar energia mecâ- nica com o auxílio de uma turbina a vapor, e, posteriormente, eletricidade, por meio de um gerador.
  • A conversão direta da energia solar em energia elétrica ocorre pelos efeitos da radiação (calor e luz) sobre determinados materiais, particularmente os semicondutores. Entre esses, destacam-se os efeitos termoelétrico e fotovoltaico. O primeiro caracteriza-se pelo surgimento de uma diferença de potencial, provocada pela junção de dois metais, em condições específicas. No segundo, os fótons contidos na luz solar são convertidos em energia elétrica, por meio do uso de células solares.
  • Entre os vários processos de aproveitamento da energia solar, os mais usados atualmente são o aquecimento de água e a geração fotovoltaica de energia elétrica. No Brasil, o primeiro é mais encontrado nas regiões Sul e Sudeste, devido a características climáti- cas, e o segundo, nas regiões Norte e Nordeste, em comunidades isoladas da rede de energia elétrica.

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