Sustentável ou eficiente?

Parque da Independência por você.

Outro dia numa palestra de Peter Senge me vi diante do dilema da palavra sustentabilidade. O que é ser sustentável hoje em dia? No meio de vários jargões e termos da moda, meu resumo pessoal me faz pensar que a sustentabilidade tem relação íntima com nosso cotidiano e com a capacidade de causarmos menos impacto em nosso habitat. A Terra, mais do que o planeta é, como diz o filme lançado mundialmente no Dia do Meio Ambiente, o lar (Home, nosso planeta, nossa casa) de todos nós e é nosso habitat.

Eu lembro de uma tirinha do Maurício de Souza que li há muitos anos no qual a Terra conversava com seus irmãozinhos (os outros planetas do Sistema Solar) e reclamava de uma alergia que começou levinha mas não parava de aumentar e estava machucando muito sua pele (a crosta terrestre). Claro que, se visto de perto, a alergia era o ser humano.

A Dona Terra está ficando impaciente conosco porque nos falta o conceito da eficiência. Quer dizer, viver dentro das condições que temos. E não temos feito isso, nem como indivíduos, nem como coletividade. Mas, a despeito dos alarmistas, acredito que ainda há tempo. Tenho acompanhado algumas ações em mídia social na área de sustentabilidade e dentro do conceito (de que as empresas continuem crescendo sem prejudicar o planeta) noto que a base de tudo é o consumo eficiente de energia. Por que energia? Bem, nós dependemos dela para quase tudo atualmente (não somos quackers, né?) e, como não vamos abrir mão dos confortos que a energia (que faz nossos eletrodomésticos, veículos e tudo mais funcionar), podemos pensar em uma boa forma de continuarmos por aqui reduzindo o ritmo de consumo do planeta.

Nesta busca me convidaram a conhecer a proposta do blog Energia Eficiente. Lá li um post muito interessante indicando Seis políticas públicas essenciais:

“Pode não parecer, mas é possível viver uma vida ecologicamente correta vivendo nas grandes cidades. Tudo isso depende da vontade da população e de políticas públicas sólidas e bem pensadas (…) – e seis 6 ações ajudariam muito se fossem praticadas em todas as grandes cidades do mundo. Mesmo que isso não salvasse o mundo, com certeza melhoraria consideravelmente a nossa qualidade de vida.”

As ações seriam: mais áreas livres para pedestres, criação de zonas sem carro, mais linhas de metrô e opções de transporte, incentivo ao uso de energia solar, mercados locais de produtos agrícolas, jardins e espaços verdes.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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