Pequenas coisas para des-hierarquizar uma empresa (dicas de @augustodefranco)

20111211-095610.jpg

Domingo é dia de pensar em trabalho e em tecnologia? Não sei, especialmente depois do meu post de sábado sobre o Ócio Criativo, fiz questão de ficar meio à toa ontem, mas não deixei de acompanhar (e salvar) as dicas que o “pensador” Augusto de Franco (@augustodefranco) compartilhava no Twitter. Com o tema “Pequenas coisas”, ele divulgou pensamentos sobre o que você já pode fazer para ir des-hierarquizando e abrindo sua empresa, montando paralelamente uma empresa mais inteligente, reafirmando sucintamente o que defende como criador e um dos netweavers da Escola-de-Redes – uma rede de pessoas dedicadas à investigação sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving e da empresa-em-rede chamada Netweaving HCW.

Veja as “pequenas coisas” (na verdade grandes ideias que, se adotadas, desencadeiam grandes mudanças nas empresas e, felizmente, na vida das pessoas) e repense seu cotidiano para 2012!

1) Adote o Gmail e deixe para lá os velhos programas com limites de mensagens e tamanho de anexos. Nada de “caixa cheia”.

2) NING no lugar do velho portal corporativo (da lista de 10 ferramentas sugeridas pelo @oswaldoliveiraj)

3) TOKBOX Para a realização de reuniões virtuais, de vídeo, áudio e compartilhamento de conteúdos.

4) LIVESTREAM Para a realização de palestras e workshops

5) SLIDEROCKET Para formatar e a apresentar os conteúdos de apoio dos eventos online.

6) BOXNET Para armazenar e compartilhar documentos (Eu uso o DropBox na empresa para troca com os colaboradores, também funciona!)

7) CONSTANT CONTACT Para enviar e-mail.

8) ZENDESK Para atender clientes remotamente.

9) SKYPE Para atender clientes ao vivo (Grande aliado do nosso trabalho desde 2004!)

10) GTALK Para conectar ao atendimento online (sou fã, funciona até com “sinal de fumaça” – risos – porque é um programa leve e exige pouca memória ativa, mas funciona super bem)

11) OLARK Para atuação dos netweavers.

12) Use o Twitter e o Facebook para interagir com os stakeholders (clientes inclusive) e não para fazer marketing e RP (Gostei muito desta observação, as redes sociais são para compartilhamento e podem até servir para divulgação, mas não podem ser um novo espaço para simples autopromoção sem troca de ideias, como as mídias eram até o advento da internet. Nada de repetir nas novas mídias o modelo de comercial de 30′ da TV!)

13) Adote uma sistemática de trabalho por projetos, dispensando boa parte do pessoal de comparecer fisicamente às sedes.

14) Estruture comunidades de projeto e adote um indicador de inovatividade para avaliação do trabalhou dessas comunidades.

15) Instaure a co-creation como atividade permanente para a formação de comunidades de projeto.

16) Amplie a co-creation para pessoas do ecossistema da empresa (stakeholders “internos” e “externos”).

Como Augusto, desejo que estas “pequenas coisas” possam “ensejar o florescimento da empresa-viva que já existe dentro da sua empresa-hierárquica”. E, para terminar, fica a dica dele: “para saber mais sobre o florescimento da empresa-viva que já existe dentro da sua empresa-hierárquica leia Vida e Morte das Empresas na Sociedade em Rede.

O que posso contar com satisfação é que na nossa empresa, Otagai Mídias Sociais, tem aplicado estas ideias (mesmo que não exatamente com as mesmas ferramentas) ao longo deste primeiro ano com uma equipe menos remota e mais presencial (há anos tenho equipe remota, em 2011 desvritualizamos e estamos com escritório, mas sem deixar de ser muito na nuvem e no home office) e que estamos muito felizes, com bons resultados profissionais em equilíbrio com a melhoria na vida particular dos colaboradores.

E aí, na sua vida profissional, como estão os avanços no caminho de uma empresa viva? Você usa algumas destas ferramentas? Sugere outras? Conte para nós!

[update]
Posts relacionados:

[/update]

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook