cidadania

ligeirinho1.jpgNão tenho conseguido seguir noticiário algum nos últimos dias. 2008 chegou arrasando, este ano do rato, que segundo o calendário lunar chinês começou no dia 06, vai ser dos ratinhos como o Ligeirinho (aquele ratinho mexicano do Looney Tunes, que aliás, está no Mclanche Feliz deste mês).

Os hispânicos, teoricamente homenageados (há controvérsias, eu sei) no personagem Ligeirinho, podem ser o diferencial na principal eleição de 2008, a que define o novo presidente americano. Pelo menos é o que mostram os resultados das prévias. Ter uma mulher ou um negro neste cargo é uma idéia que me parece incrível quando vejo os seriadinhos que mostram como a realidade daquele país é cheia de ícones e de preconceitos, onde todos carregam tags and labels.

Meus filhos têm um livro adorável do Max Lucado (Você é especial) que retrata um mundo fictício no qual os moradores, chamados de xulingos, trocam estrelinhas ou bolas escuras entre si, definindo o que são pelas etiquetas que os outros lhes impõem. Ao receber as primeiras avaliações, os pobres xulingos passavam a receber sempre as mesmas, porque uns repetiam os outros sem se dar ao trabalho de conhecer o outro, acatando a opinião da maioria. Publicado originalmente nos EUA, considero o livro a cara daquela sociedade.

Na minha falta de tempo para ver notícias, faço-o fora de hora e na madrugada de quinta-feira vi um levantamento do CNN World News sobre a divisão entre Hillary Clinton e Barack Obama. Forçar um acordo, para mim, significa que o jogo está mesmo arriscado. Entre uma mulher branca bem sucedida e um negro nascido no Hawaí e filho de um queniano, quem eles escolherão? A lógica (que daria diretrizes nos palpites) não conta porque além dos preconceitos, é preciso vencer o complicado sistema eleitoral norte-americano, que, todos lembram, deu a vitória a George W. Bush quando Al Gore tinha tudo para ser o novo presidente. Ainda assim, como dizem nos filmes e gritam em protestos, eles são a maior democracia do mundo, com direito a fazer guerras pela democracia (façam-me rir) em lugares distantes de sua própria pátria.

Estava conversando com Gui ontem e relembramos como funciona este sistema eleitoral deles. Meu marido sempre insiste que não tem nada de democrático e, sim, parece estranho, mas ser casado com jornalista é discutir alguns abusos que parecem reuniões de pauta no jantar. (risos)

Dica: Se você tem interesse nas eleições americanas, o Blog Casa Branca, mantido pelo jornalista brasileiro Jefferson Guedes Oliveira. promete fazer uma cobertura sem igual no Brasil. Nele há, claro, uma explicação do complicado sistema eleitoral. Soube no Imezzo. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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