Educação para sustentabilidade #sustentavel09

“Educação é aquilo que fica depois que você esqueceu o que a escola ensinou”.
(Frase de Lívia, uma moça da platéia, que é educadora).

Os diálogos tinham a presença de Raquel Trajberg (Coordenadora Geral de Educação Ambiental no MEC), Celso Schenkel (Coordenador de Ciências e Meio Ambiente da UNESCO), Mirian Vilela (Carta da Terra), Mario Hélio de Souza Ramos (Bradesco).

Qual será o novo formato da educação para sustentabilidade? Este é o tema do Diálogo Multisetorial: educação para sustentabilidade, um dos painéis do congresso Sustentável 2009 – e seguramente dos que eu fazia questão de participar neste evento que acontece na PUC-SP nesta semana.

O que é o evento?

“Realizado a cada dois anos, o Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, chega a sua terceira edição com o tema da sustentabilidade na prática: inovação, educação e oportunidades de negócio. Iniciado em 2005, a série Sustentável é realizada nos anos ímpares e se intercala com o Ciclo de Encontros Sustentáveis, que acontece nos anos pares.” (Aqui, no blog de Juliana Antunes, tem um texto interessante sobre o evento)

Educação em pensamento sistêmico é um desafio não só na educação, mas na atuação de toda nossa sociedade – e Mirian comentou em seu discurso que poderia começar com os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura seguindo os mesmos conceitos,

as mesmas diretrizes, caminhando sem peralços.

Os diálogos aconteceram entre de Raquel Trajberg (Coordenadora Geral de Educação Ambiental no MEC), Celso Schenkel (Coordenador de Ciências e Meio Ambiente da UNESCO), Mirian Vilela (Carta da Terra), Mario Hélio de Souza Ramos (Bradesco), moderados por Simone Ramounoulou (The Natural Step). E foi Simone quem nos brindou com três frases que calaram fundo para mim:

“Sou uma humanista e acima de tudo acredito nas pessoas. Tudo começa conosco, nossa responsabilidade é total e abstoluta. Tudo que pode ser dito ou discutido só existe porque existem pessoas. “

Mas como fazer estas pessoas passarem a pensar na sustentabilidade? Um dos caminhos é a educação com pensamento sistêmico, um desafio não só na educação, mas na atuação de toda nossa sociedade – e Mirian comentou em seu discurso que poderia começar com os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura seguindo os mesmos conceitos, as mesmas diretrizes, caminhando sem peralços. Mas, como lembrou Mirian e tuitou @charlesnisz que fazia cobertura do evento para o Nós da Comunicação:

educação para sustentabilidade sustentavel09.bmp

Nas manifestações de representantes de OSCIPs, professores e alunos da platéia, visões semelhantes sobre o vazio da educação para sustentabilidade nas escolas, que baseiam suas ações em arte-educação com sucata, em hortas que dividem espaços exíguos nas “escolas de brita” (que se orgulham de canchas cobertas e de laboratórios de informática) e que ainda não consegue atingir o cerne das famílias e educar também o adulto que é tutor das crianças.

E em casa, o que podemos fazer como pais, tios, avós? Que tal assumir a partir de hoje o desafio de sermos protagonistas nesta mudança?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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