entretenimento / mãe

Quando somos meninas sonhamos com um conto de fadas que envolve, exatamente nesta ordem, conhecer o cara perfeito, namorar, casar e ter filhos. Nem sempre sai assim, às vezes os filhos aparecem antes do casamento e o grande amor só aparece depois dos filhos criados. Nas famílias contemporâneas é cada vez mais comum estas variações sobre o mesmo tema e a mídia já usou e abusou das histórias de quem ama e busca acertar, nem que seja por linhas tortas.

C’est vrai, “La vie est un théâtre”. A verdade de que a vida é um teatro – ou a vida imita a arte – pode muitas vezes nos desanimar e tirar o pique de ir ao cinema. E quando achamos que não tem nada novo para mostrar como reflexo do nosso tempo, eis que surge uma comédia que explora romance, amor, casamento e relações familiares “de trás para frente”. Foi isso que eu pensei quando vi o trailer de Plano B (The Back-Up Plan, 2010) e entendi que Jennifer Lopez interpreta uma mulher de seu tempo. Tanto quanto a “realista” Amanda Woods (vivida por Cameron Diaz em O Amor Não Tira Férias) ou a sonhadora Julie Powell (Amy Adams em Julie e Julia), a personagem Zoe decidiu que esperar pelo momento certo com o homem certo estava demorando demais e, como grande parte das mulheres da minha geração (exatamente a que a personagem pertence) ela decide tomar as rédeas de sua vida e garantir parte do sonho – ter um filho.

Para ser sincera, este é um conselho que eu já dei para algumas amigas. Embora eu saiba que ter um companheiro é muito importante, como corremos contra o tempo, eu indicaria (e faria) uma produção independente porque para ter filho tem idade, mas para amar – felizmente – não tem. Pois a Zoe está determinada a se tornar mãe e se submete a uma inseminação artificial, mas, ironias que tornam as comédias românticas tão deliciosas, no dia da consulta ela conhece Stan (Alex O’Loughlin, um moço “cheio de saúde” ). E aí ela faz o que os mocinhos de comédias românticas antigas fariam: tenta driblar a situação, não dá certo, ela abre o jogo e eles tentam encarar a novidade juntos.

O que acontece no meio disso é a comédia (com muitos momentos dramáticos, é verdade!) que vivemos quando acontece uma gravidez. Para falar a verdade, mais ainda na primeira gravidez, na qual é tudo desconhecido e quando falamos com amigos eles só nos passam os excertos mais exóticos da experiência de esperar para ser pai ou mãe – a cena do amigo no parque com o filho pequeno é típica da convivência em parquinho e a casa da amiga com as crianças fugindo do jantar também.

A gente sobrevive e, juro, ri muito de tudo depois, mais ainda quando tem a chance de ver beldades como J.Lo e O’Loughlin passando pelo mesmo que nós. Para quem não tem filhos, é uma diversão leve, sem compromisso (a não ser o de pensar em deixar isso para muito muito depois! hehehe) e para quem tem creio que será diversão garantida mesmo.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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