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É preciso regular a mídia?

Mentiram-me. Mentiram-me ontem

e hoje mentem novamente. Mentem

de corpo e alma, completamente.

E mentem de maneira tão pungente

que acho que mentem sinceramente.

 

Mentem, sobretudo, impune/mente.

Não mentem tristes. Alegremente

mentem. Mentem tão nacional/mente

que acham que mentindo história afora

vão enganar a morte eterna/mente.

 

Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases

falam. E desfilam de tal modo nuas

que mesmo um cego pode ver

a verdade em trapos pelas ruas.

 

Sei que a verdade é difícil

e para alguns é cara e escura.

Mas não se chega à verdade

pela mentira, nem à democracia

pela ditadura.

 

O texto acima é de Affonso Romano Sant’anna citado por Guilherme Waltenberg quando pensávamos na primeira roda de conversa de 2015 da nossa curadoria no Centro Ruth Cardoso sobre Novas Mídias.

Regulação, democratização ou censura à mídia? 

Os próprios termos usados para se referir à proposta de modificar as normas que regulamentam o setor de comunicação no Brasil já deixam claro o tamanho da polêmica que envolve o tema.

Para entender um pouco:

O FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), entidade que reúne diversos grupos que defendem mudanças na regulação, tem um projeto de lei de iniciativa popular que defende alguns pontos que, à primeira vista, parecem interessantes:

1. Impedir a formação de monopólio e a propriedade cruzada dos meios de comunicação (um mesmo grupo não poderá, por exemplo, controlar diretamente mais do que cinco emissoras, e não receberá outorga se já explorar outro serviço de comunicação eletrônica no mesmo local, se for empresa jornalística ou publicar jornal diário)
2. Veto à propriedade de emissoras de rádio e TV por políticos
3. Proibição do aluguel de espaços da grade de programação (para grupos religiosos ou venda de produtos, por exemplo)
4. Criação do Conselho Nacional de Comunicação e do Fundo Nacional de Comunicação Pública



O papo promete e tem a presença de convidados especiais: Marco Gomes (@marcogomes), Augusto de Franco (@augustodefranco), Renê Silva (@rene_silva_rj) e Eduardo Graeff (@epgraeff). Siga também @avidaquer e @samegui para ver updates em tempo real e acompanhe ao vivo no streaming abaixo:

Esperamos contar com sua participação também!

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Saiba mais sobre as Rodas de Conversa sobre Novas Mídias aqui.

E conheça os debatedores em suas próprias palavras:

Augusto de Franco sobre os fenômenos da interação e das redes:

Eduardo Graeff sobre a atual onda de corrupção:

Marco Gomes no ECOSOC 2013 da ONU, onde falou sobre Economia Criativa, liberdade e privacidade online, Direitos Autorais e Marco Civil na Internet:

Renê Silva contando do modelo de midialivrismo que ele pratica no jornal Voz das Comunidades:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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