E o sociólogo não me convenceu do valor da lei da palmada #rodaviva

“O programa #rodaviva de ontem debateu a chamada lei da palmada, alteração do ECA que introduz a proibição expressa a castigos físicos. Não assisti mas acompanhei via twitter (@samegui e @doduti).
Acho muito importante a lei e o debate em torno dela, mas mais uma vez sinto falta da atenção do Estado e da sociedade pra importância de educar, desde cedo, futuros pais e mães.”
@rematteoni
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Às vezes a gente vai para uma conversa com a opinião meio definida e, ao chegar lá, as ideias que já tinhamos se reforçam. Não foi isso que aconteceu ontem na minha participação no Live Tweeting do programa Roda Viva sobre a polêmica em torno do projeto de lei sobre a palmada.  O sociólogo Paulo Sério Pinheiro não conseguiu me convencer – tampouco, creio, aos jornalistas (Marcos Badari, Ricardo Kotscho, Ivan Marsiglia, Fernanda Mena, Paula Perim) que compunham as bancadas de entrevistadores – da importância de se aprovar mais esta lei. Apesar de citar outros países nos quais leis semelhantes foram implantadas (Suécia, o primeiro, na Polônia mais recentemente) e de usar muitos números para falar dos direitos humanos do cidadão menor de idade, Pinheiro não conseguiu manter o tema firme – e, com certa decepção, vi o assunto se perder quando poderia ter sido levado para o caminho da educação pública.

Enfim, cheguei lá pendendo a apoiar o movimento, mas não consegui sair do debate crendo que a solução é aprovar esta lei. Em primeiro lugar porque Pinheiro admitiu que o controle seria dificílimo e que não haverá punição de fato para os pais que agredirem o filho; depois porque concordo com a Renata Matteoni: acho importante o debate, mas acima de tudo temos que nos voltar para a importância de educar cidadãos capazes de serem pais e mães.

Voltamos para educação, como sempre, afinal, ela é a grande aliada da nossa sociedade – e uma aliada que tem sido deixada de lado em quase toda nossa história. Pais com mais capacidade de discernimento não precisarão de leis da palmada para não agredirem os filhos, serão pessoas capazes de escolher com sabedoria como, quando e onde iniciar uma família.

Serão pessoas mais resolvidas com suas próprias angústias e por isso não precisarão recorrer à agressão física porque saberão se impor como chefes de família. “Não precisa dar um tapão e nem “descer o cacete” basta dizer NÃO.”

Enfim, “É preciso ensinar os pais a educar, mostrar os limites, conversar, escutar. Palmada não é espancar”, sintetizou, ao final da cobertura colaborativa no Twitter Sabrina Travassos (@sabrinatr).  E por conta disso não creio mais que a lei da palmada resolva, pois, como disse Daniela Ohuti, do movimento “Bater em criança é covardia” (e minha colega de bancada ontem), “punir o pai agressor não adianta. É preciso ensinar esse pai que existem outros meios de se educar”. E termino com a visão da minha irmã Tiffany (@blogdati): é preciso ensinar os pais agressores a serem pais de verdade: estender a mão, ouvir, compreender, conversar, amar…

Veja os posts sobre violência doméstica aqui no blog nos últimos anos:

A partir do dia 14 de julho, instituições de saúde deverão comunicar o Conselho Tutelar de Crianças e Adolescentes sobre quaisquer ocorrências de embriaguez ou consumo de drogas por parte de crianças e adolescentes. Entenda um pouco mais sobre esse Projeto de Lei no post do blog Medicinia.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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