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Modéstia bem à parte: o menu que Gui e eu fizemos para concorrer a um #dinnerinthesky com nossos amigos ficou delicioso.

[Lembram que eu contei em Jantar nas alturas – eu fui (de novo!) que a gente estava participando, com @s amigas, desta promoção da Brastemp?]

Então, no domingo passado a gente colocou a mão na massa (literalmente) e preparamos alguns pratos que têm um apelo afetivo e são tradicionais nas nossas Conversas de Cozinha. Os convidados (cobaias?) foram @cybelemeyer e @zeoffline (convidamos também @poperotico e @lidifaria, mas eles nos esnobaram e foram para praia!) e eles depois vão contar o que acharam!

Começamos planejando o cardápio quando Gui teve a ideia de abrir o espaço de comentários do Conversas de Cozinha para quem quisesse opinar e assim garantir o convite para nossa mesa nas alturas caso a gente ganhe a brincadeira. Foram boas ideias que incorporamos e adequamos ao valor que tinhamos para gastar (todos ganharam um cartão presente de compras no Extra com valor limitado) e que achamos justo manter, para não concorrer de forma desleal.

Daí surgiu a entrada com crostini de calabresa que eu fiz com os meninos:

E a sopa de cebola à francesa, que eles amam quando a mamãe faz e combinava com o clima utonal do domingo. Nada de novo na receita, a tradicional feita com cebolas douradas na manteiga com um leve toque de açúcar e depois vinho (tinto, que eu gosto mais para cozinhar) e fogo lento depois.

Logo depois, saladinha, misturei folhas com cenoura e moyashi passados rapidamente no vapor para não perderem a cor, o viço e a crocância.

E para acompanhar o prato principal, uma invencionice de beringela: uma parmegiana mais light, feita com a beringela grelhada no grill, depois temperada com meu sal sazonal (uma mistura que eu faço a cada estação, receita que é segredo de estado que não conto nem pro Gui), tomati pelatti picado por cima e enfeitada com mortadela ceratti cortada fininha e colocada delicadamente sobre a beringela como se fosse um ninho de macarrão (um sobá!). Tudo isso vai ao forno e depois fica um pouco no grill para ficar crocante.Foi uma invenção que fiz num final de semana e convenceu o Enzo a gostar de beringela e o Gui a acreditar que se podia fazer parmegiana (que ele adora) sem fritar a beringela… eu acredito que as melhores receitas surgem assim, do que temos na geladeira, do inusitado, do improviso que fazemos quando temos tempo e estamos nos sentindo bem.

E arroz dourado, uma receita que passou a ser tradicional na família no último Natal da minha vó. Eu sempre gostei de cozinhar (comecei aos 9 anos, um toco de gente que nem alcançava o fogão) e aos 12 me permitiram ajudar na ceia – então eu, minha mãe, minha avó e minha bisavó criamos coisas neste Natal. E o acompanhamento era um arroz dourado, feito com castanha do Pará moida e depois tostada, mas cozida junto com o arroz, soltando seu “leite” e dando aspecto de um risoto – aliás, seria um bom risoto para quem tem intolerância à lactose porque não leva creme de leite. 😉

E a pièce de résistance foi o mignon preparado por Gui. O tempero é o mais simples possível, apenas com três tipos de pimenta do reino (vermelha, branca e preta) e sal marinho grosso, segredo para deixar o paladar livre para saborear o tenro mignon mesclado ao sabor forte e presente da mostarda (estilo Moutarde à l’ancienne , com grãos visíveis e palatáveis).

Sobremesas, sim, cada um fez uma, coisas de quem divide a cozinha, né? Aliás, eu e Gui conversamos, brigamos e nos acertamos muito na cozinha, é um lugar muito especial para nós. E quando começamos a namorar foi com uma apple pie (torta de maçã com sorvete de creme, tradicional receita da familia de uma amiga minha do Colorado) que eu comecei a conquista-lo pelo estômago! E Gui fez uma das suas especialidades, doce bem brasileiro: doce de abóbora com leite de coco e coco ralado fresco, cravos e canela, além de um pequena dose de aguardente. Servimos com chantily, café feito na minha nova cafeteira de prensa francesa (último apetrecho da cozinha, comprado na Páscoa) e vinho.

Gui contou tudo, sob o ponto de vista dele, no post Saiu o nosso menu! E eu reitero “que nos sentimos honrados ao sermos lembrados para participar do “Meu Dinner in the Sky”. A oportunidade de planejar um jantar nas alturas – e submeter o nosso menu ao crivo dos Chefs convidados pela Brastemp – foi um desafio maravilhoso, pois junta duas das coisas que mais amamos fazer em casa: cozinhar e receber amigos queridos.

P.S. Quer conhecer os outros menus? @rcobrabr, @juliareis, @casadachris,  @objetosdedesejo, @claudiamidori, @rainhasdolar,  @cozinhapequena.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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