E minha irmã caçula faz 30 anos hoje…

Ti e eu no antigo apartamento dela no Rio, há exatamente um ano, na minha única visita à casa dela!

O caçula é sempre aquela pessoa que a gente imagina “café com leite” nas coisas, né? Na minha família foi assim, a gente sempre de alguma forma cuidava da Tiffany (sim, a @blogdati, que sempre cito aqui). Mas, contrariando esta posição, ela foi a grande cuidadora de todos e sempre teve uma personalidade tão forte que não cabia no papel, divertindo, irritando e encantando a todos, deixando uma marca indelével da sua presença em quem tinha a sorte de conviver com ela.

Eu tenho outros 3 irmãos, Gui tem o mesmo número. Mas de todos a Tiffany é a pessoa que está mais presente em nossas vidas, é ela quem sabe detalhes do nosso cotidiano, que compartiha incansavelmente os detalhes do seu, é quem busca assertividade e proximidade, é quem deseja mais “fazer parte”. Quem tem irmãos e mora longe deles sabe que nem sempre é assim, a gente continua amando a criança que cresceu com a gente, mas nem sempre consegue alcança-la porque a mão lá do outro lado não está sempre esticada em nossa direção. Pois eu tenho sorte, a mão da Tiffany sempre está!

Tem bênção maior na vida? Tem! A gente vê que os priminhos também estão sempre prontos a dar todos os passos necessários na direção uns dos outros e sabemos, lá no coração, que será assim para sempre.

E de gente assim a gente tem saudade de tudo. Sabem aquelas briguinhas da Kitty com a Sarah em Brothers and Sisters? As que não tinham porque começar, são elementos importantes para o avanço sobre uma crise pessoal e no terminam em abraços fraternos? Vivi muito disso com a Tiffany ao longo destes 30 anos. Só não vivo mais tanto porque, desde que mudei para Sampa em 2005 e ela para o Rio em 2006 (ambas seguindo os trabalhos dos maridos), quase não nos encontramos. Ela veio aqui duas vezes, sempre correndo, outras duas só para dormir e seguir viagem, sempre a caminho da casa materna, onde nós temos conseguido fazer os primos se verem, mas raramente conseguimos colocar o papo em dia. A gente pretendia estar junto hoje mas, diversas situações me seguraram em Sampa (contei a ela uma,  mas sempre são várias, um todo que representa a vida da gente) e me farão ficar com o coração mais lá do que cá hoje. Sei que o dia será feliz para ela na companhia da mamãe (que passou a semana aqui com o neto Enzo e foi para lá esta manhã), do meu sobrinho maravilhoso que é um “sol particular” e do meu cunhado, um dos melhores caras que eu conheço e que sei que a ama muitíssimo. Enfim, ela tem hoje tudo que uma pessoa merece e sei que estará feliz. Mesmo assim, vejam como é o amor, fica um “mas” porque eu queria estar lá né?

Fica aqui meu “queria estar lá” para a irmã caçula que é minha comadre e meu desejo de que ela saiba que mora no meu coração e que seu bem estar faz parte de meus pedidos diários a Deus. Parabéns Ti e que sua vida seja sempre abençoada.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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