E-books são tendência para 2010?

Como dizia Mario Quintana,

“Dupla delícia: O livro traz a vantagem de a gente poder estar e ao mesmo tempo acompanhado.”

Lembram que eu fiz um buzz em torno da desconferência de Livros Digitais na Campus Party? Bem, o grupo reunido lá continua firme e forte, conversando muito num grupo online que criamos para trocar ideias, impresões e achados deste caminho da “virtualização” dos amigos de papel.

No sábado um dos entusiastas do grupo de livros digitais, @lenteaberta (Luc de Sampaio) foi entrevistado pelo programa Plug, da RPC (a Globo paranaense) e falou no video é possivel ver um pouco do que ele acompartilha conosco no grupo, do seu prognóstico de que um dia os livros poderão se tornar itens de colecionador (como hoje são os discos de vinil) e sua defesa de bom leitor, que vê na praticidade de carregar vários livros ao mesmo tempo no seu Sony E-Reader a grande vantagem do livro digital.

Mas não é só quem lê muito que pode se beneficiar do e-book. Pensem bem: várias bibliotecas de lugares distantes no Brasil passariam a dar melhores oportunidades de reciclagem e atualização dos seus professores e alunos se pudessem ter leitores né? Eu sei, algumas populações ribeirinhas não tem luz… mas para estas poderiam ser enviados os livros de papel que poderão sobrar nas escolas que se modernizarem. 🙂 Acham que estou maluca? Bom, a nova biblioteca de SP, instalada no ex-Carandiru, tem e-books para população. Estou esperando ela ter umas semanas de uso para ir lá com os meninos, testar e também conversar com os monitores para ver como está sendo o uso da nova tela.

Eu ainda sou uma leitora offline. Não tenho Sony Daily Edition, Kindle ou I-pad, mas noto que estou migrando algumas leituras para o smartphone. A tela é minúscula? Sim, mas eu posso ler (geralmente os feeds no final do dia, com atualizações de blogs, e as notícias no começo do dia, em portais e jornais) deitada na cama, no sofá, na rede, enfim, de um jeito prazeiroso que o desktop e o notebook não me permitem. E também posso ler no metrô, por exemplo, ou no playground acompanhando as corridas dos meus filhos. E aí mora a sofisticação dos livros digitais: ter uma biblioteca inteira à mão, mas sem o desconforto da tela brilhando ou do equipamento aquecendo no seu colo.

[Não devo ser a única a ler no celular: a Amazon lançou uma nova aplicação grátis do Kindle que permite aos usuários do Blackberry  acessar mais de 420 mil livros. O detalhe é que a mesma aplicação já existia para I-Phone desde 2009 – quando chegará ao Nokia e outras marcas e plataformas mais populares no Brasil?]

E você, como se relaciona com a possibilidade do seu “companheiro” virar uma máquina? Conte para nós – ou melhor, se esta conversão e convergência de tecnologias lhe interessa, entre pro nosso grupo no Google ou no Livreiro.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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