E a primavera dos livros…

… foi maravilhosa. Não foi um senhor espetáculo e por isso mesmo foi incrível. Chegamos sem grandes expectativas nem pretensões ao CCSP e paramos logo na entrada dos espaços de teatro quando vimos um espaço para brincadeiras. Preciso dizer que paramos lá? Ficamos por duas horas com a arte-educadora Priscila Okino e nem vimos o tempo passar, conhecemos duas Anas, meninas de 11 anos, e várias crianças pequenas como o Bruno e sua irmãzinha Maria Clara. Divertidíssimo, feliz, como a vida deve ser.

As atividades faziam parte do último final de semana da oficina Tatu-bola em família e aconteciam em torno de um carrinho do mobiliário educativo tatu-bola, uma caixa mágica que convidava crianças e pais a brincar. Segundo o site do CCSP, o projeto resgata “possibilidades de articulação de raciocínios, de expressão visual, corporal e cultural” e “o caráter lúdico da construção de brinquedos está aliado à consciência ecológica na utilização de materiais reaproveitados”.

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Quando vi que Gui ia chegar para nos encontrar – e que eu estava monopolizando a atenção da Priscila, porque achamos tanta identidade que engatamos numa conversa bárbara sobre arte-educação que eu não queria que acabasse – seguimos para a biblioteca do CCSP onde acontecia de fato a feira.

Visitei alguns stands de editoras com calma, outros apenas de passagem, com um único critério para me demorar ou não: perceber que editores tinham de fato habilidade para interagir com meus pequenos leitores. Se a conversa engatava com eles, eu entrava e aí parecia que não iria mais embora. É ótimo poder trocar idéias com pessoas que gostam das mesmas coisas que nós, neste caso, da cultura infantil e da democratização – para alguns apenas popularização – do consumo de literatura por crianças e adolescentes. Destaco aqui o pensamento lúcido, aberto e amistoso do pessoal da Mercuryo Jovem que tem um projeto de literatura para jovens leitores, da Editora Biruta (que presenteou os meninos com mini-livros escritos por Carolina Maluf, adolescente filha de uma das donas da editora e uma escritora talentosa) e da Editora Peirópolis, que me encantou por ter títulos de Lalau e Laurabeatriz, dentre eles Japonesinhos, que citei há poucos dias aqui.

Não resisti e comprei alguns livros imperdíveis para os meninos – presente de dia das crianças antecipado, eles adoraram – e breve os resenharei na companhia dos meus pequenos leitores. Por quê? de Lila Prap (Editora Biruta, 2008), Portinholas e O Cavaleiro do Sonho, de Ana Maria Machado com ilustrações de Cândido Portinari (editora Mercuryo Jovem, 2003) e Raimundo – Cidadão do Mundo, de Fábio Yabu com ilustrações de Ana Terra (Panda Books, 2007).

Para terminar e ficar mais online este meu sábado quase offline, conheci Fábio Yabu e ficamos encantados com o olhar sincero e honesto dele para as crianças durante a oficina de desenho que ele ministrou para os peuqenos aprenderem a desenhar suas Princesas do Mar e outros animais marinhos (sim, ele é o criador dsa princesas que passam no Discovery Channel). No final, pedi a Rosana, assessora de imprensa da Panda Books que nos apresentasse, ganhamos dedicatórias nos livros (comprei um das princesas para minha afilhada Dora) e ganhei a promessa de uma entrevista com ele sobre os pequenos leitores. Quer saber mais do moço? Ele tem twitter, é fabioyabu e é amigo de vários blogueiros. 🙂

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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