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Uma coisa que eu gosto: gente que presta contas. Na vida pessoal, isso nem sempre é necessário ou significativo, mas no mundo corporativo e, principalmente, no setor público e no terceiro setor, tem um valor inestimável.

Por isso gostei quando recebi avisos de um Balanço Anual do trabalho dessa organização que atua há 26 anos, levando a presença do palhaço no ambiente hospitalar e mudando a história de famílias e de voluntários: os Doutores da Alegria.

Organização da sociedade civil sem fins lucrativos que introduziu a arte do palhaço no universo da saúde, intervindo junto a crianças, adolescentes, profissionais de saúde e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social em hospitais públicos.

 

A publicação mapeia a abrangência do trabalho realizado nos últimos doze meses:

  • mais de 137 mil visitas a crianças hospitalizadas, acompanhantes e profissionais de saúde
  • cerca de 10 mil pessoas impactadas por ações pontuais de Carnaval, São João e Natal em hospitais públicos de São Paulo (SP) e Recife (PE)
  • o projeto Plateias Hospitalares contemplou 10,5 mil espectadores com apresentações artísticas em unidades de saúde pública do Rio de Janeiro (RJ)

Ao completar 10 anos, a Escola dos Doutores da Alegria mobilizou em 2017:

  • cerca de 1,7 mil alunos e participantes em cursos, vivências, atividades de formação continuada e apresentações do Programa de Formação de Palhaços para Jovens.
  • 23 mil pessoas acompanharam palestras e intervenções artísticas nas empresas
  • 10 mil prestigiaram ações culturais nas ruas e espaços públicos, entre elas o Bloco do Miolo Mole, no Recife, e a temporada paulistana do espetáculo Numvaiduê, dirigido por Gustavo Kurlat, no Teatro Eva Herz.

O resultado das ações vai além dos números. Atenta à tendência de futuro que aponta para a profissionalização do setor a partir do novo marco regulatório, a associação hoje inclui entre seus desafios garantir políticas e processos que viabilizem seu desenvolvimento e perenidade nos próximos anos.

“A sociedade civil nos delega a capacidade de fazer brotar alegria em espaços onde as relações estão no limite. Onde não se espera facilmente encontrá-la. Essa alegria potente, bem diferente da euforia e do riso fácil, é construída a partir do encontro e carregada de responsabilidade, compromissada e apoiada no fazer artístico”, comenta o diretor presidente Luís Vieira da Rocha.

 

Como esse trabalho se sustenta?

Gratuito para os hospitais, o trabalho do Doutores é mantido por recursos financeiros gerados por meio de patrocínio, doações de empresas e pessoas e por meio de atividades que geram recursos, como palestras e parcerias com empresas.

Em 2017, a associação arrecadou R$ 7,6 milhões:

  • 62,1%  por meio de doações de empresas por lei de incentivo
  • 17% através de programas de milhagens
  • 8% por meio de produtos, serviços e cursos
  • 4,2% doações de pessoas físicas
  • 3,8% doações de pessoas físicas por leis de incentivo
  • 1,3% doações de empresas sem leis de incentivo
  • 1,2% campanhas de marketing e licenciamento

Onde atuam?

Atualmente seu programa de visitas contempla em São Paulo (SP) os seguintes hospitais: Hospital do Campo Limpo, Hospital do Mandaqui, Hospital Geral do Grajaú, Hospital M’boi Mirim, Hospital Santa Marcelina, Hospital Universitário da Faculdade de Medicina da USP, Instituto da Criança e Instituto de Tratamento do Câncer Infantil; e no Recife (PE): Hospital Barão de Lucena, Hospital Universitário Oswaldo Cruz/Procape, Hospital da Restauração e Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira.

A partir destas intervenções a associação amplia canais de diálogos reflexivos com a sociedade, compartilhando o conhecimento através de formação, pesquisa, publicações e manifestações artísticas, contribuindo para a promoção da cultura e da saúde e inspirando políticas públicas e democráticas para o desenvolvimento social sustentável.

A associação conta com um elenco de artistas e profissionais empenhados na construção de um novo olhar para a saúde e já realizou mais de 1,7 milhão de visitas desde 1991, ano em que foi criada pelo ator Wellington Nogueira. Em 2016, a partir de uma nova governança, estabelecemos uma tarefa institucional que propõe a arte como um direito de todos.

Ele deixou o trabalho e se envolveu numa nova empreitada, olha só:

Eu já estou apoiando, claro. 🙂

P.S. Para ler o Balanço de Atividades 2017 na íntegra, clique aqui.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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