bem estar / destaque

Passei a vida achando normal ter dor de cabeça. Minhas cefaléias surgiram tão cedo que #aos5 eu já fazia exames complexos e até os 12 anos meus pais conviviam com a suspeita de que eu tivesse algum problema mais grave.

Só 30 anos depois eu tive uma crise grave de intoxicação alimentar (uma alergia a queijo de cabra) e descobri que tinha uma grave intolerância à lactose. As dores reduziram muito quando tirei da dieta o vilão, mas eu só descobri como estava habituada à dor de cabeça quando, neste ano, eu passei a usar aparelho ortodôntico.

Desde sempre ouvi falar que meus dentes apertadinhos (típicos de japonês) podiam ser causadores de uma pressão desconfortável na face. E eram. A dentição também explica quando mingas crises surgiram lá na infância. Da mesma forma, havia justificativa para as dores de cabeça de origem hepática: tive hepatite com seis anos. Mas mesmo com esses marcadores, ninguém pensou em juntar os sintomas para entender minha saúde. Para agravar, eu não faço febre (mesmo!), por isso tenho na dor meu grande alerta de gravidade e dizem que meu limiar de dor é baixo. 

(eu não sei, pois só conheço a minha medida, né?)

Esse preâmbulo é para trazer um alerta importante: cefaleia regular não é normal!


Estima-se que 93% dos homens e 99% das mulheres terão algum tipo de dor de cabeça ao longo da vida, segundo a revista médica Cephalalgia. 

Estudos epidemiológicos internacionais indicam que ela é uma das principais causas de falta ao trabalho, responsável pela perda de quatro dias por ano, em média. Segundo o neurologista Edson Issamu Yokoo, só no Serviço de Neurologia do Hospital São Camilo Santana, 39% das consultasdiárias ao neurologista são associadas à cefaleia.  

Ele explica que a dor de cabeça, também conhecida como cefaleia, ocorre devido a estímulos inadequados em determinados nervos de sensibilidade cranianos que, interagindo com áreas cerebrais específicas, são traduzidos em estímulos de dor.

Por isso, o especialista recomenda que, nesses casos, o paciente investigue as causas das dores, já que a automedicação pode agravar acefaleia: 

“A automedicação sempre agrava a dor de cabeça, pois existem estratégias e critérios de tratamento para cada tipo de manifestação, que não são seguidas nesta situação.”

A cefaleia deve ser investigada quando ocorrer em uma frequência regular ou quando acontecer de forma inédita, súbita, atípica e de forte intensidade, que não melhora com analgésicos. Ela também pode indicar algumas patologias, como o acidente vascular encefálico isquêmico ou hemorrágico e de hemorragias meníngeas e pode durar desde poucos minutos, até vários dias seguidos.

Existem diversos tipos de cefaleia, onde podem ser classificadas como primárias ou secundárias, que ocorre quando derivam de outras patologias cerebrais. “Não há exames para diagnosticar a verdadeira causa das cefaleias primárias. O diagnóstico é essencialmente clínico. Nas cefaleias secundárias, os exames de imagem, como a Tomografia de Crânio e a Ressonância Magnética, além do exame do líquor, são fundamentais para complementação do diagnóstico”, finaliza Dr. Edson.


Abaixo, você encontra os fatores mais importantes que desencadeiam as enxaquecas:

1) Fatores ambientais: calor excessivo, climatização artificial excessiva, como o ar condicionado;

2) Inalar odores como perfumes, substâncias químicas como tintas e solventes, produtos de limpeza, como água sanitária; 

3) Atividade física; 

4) Fatores alimentares: jejum prolongado, ingestão de determinados alimentos como chocolates, queijos, vinhos, embutidos, temperos como ácido glutâmico e alimentos com conservantes; 

5) Alteração do ciclo sono: dormir muito, dormir pouco, permanecer longos períodos em vigília; 

6) Fatores hormonais: TMP ou utilização de alguns tipos de anticoncepcionais; 

7) Fatores emocionais: ansiedade, depressão, estresse; 

8) Uso excessivo de analgésicos.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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