Domingo tem eleição

Hoje recebi um e-mail de um amigo do Cefet com uma entrevista boa do Cláudio Lembro (Governador de São Paulo) da época dos ataques do PCC. Achei-a boa e o cara até bem culto, pelo menos usou referências que eu usaria. Pelo visto ele não é bom mesmo nas entrevistas ao vivo, porque aqui no SPTV e na CBN eu tenho uma péssima impressão do Governador. Mas também, alguém (como eu) que veio do Paraná com a verve do Requião, só se achasse uma Heloísa Helena para se satisfazer! (risos) Fico pensando na verdade com está a eleição por aí. De Curitiba, ninguém me informa os bastidores, a opinião das pessoas. Duro ficar longe, paulistano é narciso ao extremo, só se ouve falar daqui! Por isso acho engraçado que numa eleição com tantos candidatos nordestinos, o paulista esteja tão mal… mas, quem entende o Brasil?

Eu vou votar Alckmin, já ia votar desde o ano passado e até torci para ele ser aceito pelo PSDB no começo do ano. Agora vou votar para fazer pressão pelo segundo turno, que gostaria muito que saísse para dar tempo de averiguar algumas destas coisas do PT… na HH eu não voto, ainda lembro dela apoiando o Requião no Senado (parece mentira, mas meu marido gostava de ver os debates acalorados deles na TV Senado há alguns anos). Duro vai ser aqui em Sampa, nossa, votar no Serra é uma coisa impensável, mas Mercadante não dá. Acho que vou votar na legenda do PV e fortalecer o verde!

Engraçado o papel que este PT teve na nossa geração. Eu votei Lula desde o segundo turno de 89 (no primeiro turno alguns professores, me convenceram a adotar o voto útil que era o Covas, justo o predecessor do candidato tucano em quem votarei agora) e engrossei muita passeata nas eleições seguintes. Cheguei a me ressentir porque o Giorgio nasceu um dia antes do segundo turno de 2002 e eu não pude ir votar, estava presa à maternidade. Nestes quase quatro anos foram tantas coisas que li, assisti e até presenciei dos bastidores do PT, que desencantei de vez, nada mais me surpreende nem me convence. Que pena, deve ter sido assim com muita gente. Erro crasso. Deles, claro, mas também da nossa geração, que era imatura de pai e mãe para decidir diferente -falo assim porque em 89 eu achava incrível que ia votar para presidente pela primeira vez, e era tb a primeira de meu pai e minha mãe, sem direitos políticos por longo período na ditadura, como nosso país. Por isso acho que estamos engatinhando nesta democracia macro (não nos municípios, no âmbito federal mesmo), ainda nem alcançamos a maioridade… de 89 para cá foram poucos anos em termos de amadurecimento de uma sociedade. Somos como crianças errando para aprender.

Bem, escrevi muito, né? Bom final de semana a todos.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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