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O que faz um conselheiro político quando seu cliente é claramente culpado de algo? Como evitar um escândalo se jornalistas já descobriram toda história? 

Essas são perguntas que parecem pertinentes para nossa realidade atual, desta vez são o mote da ficção. 

Vi no Netflix o filme Knife Fight (Jogo de interesses, de 2012) no qual Rob Lowe interpreta um consultor político com uma equipe multidisciplinar e bastante criativa para eleger seus candidatos e igualmente para reduzir as chances dos adversários.

É um filme no estilo “feito para TV” e não tem histórias fantásticas como as da equipe de Olivia Pope (de Scandal), mas tem uma função interessante para nos fazer questionar a realidade é veracidade do que vemos por aí.

 

Em tempo: Carrie Anne Moss está surpreendentemente do bem e centrada no papel de uma médica da periferia que quer se candidatar para ajudar as pessoas. Não lembra em nada seus papéis em Matrix e Jessica Jones!

Em tempo: Carrie Anne Moss está surpreendentemente do bem e centrada no papel de uma médica da periferia que quer se candidatar para ajudar as pessoas. Não lembra em nada seus papéis em Matrix e Jessica Jones!

 
  
E na semana passada, em homenagem à #supertuesday, assisti ao filme The Makeover (O candidato, 2013) com Julia Stiles, David Walton, Camryn Manheim.

A história cabe muito neste dia em que os americanos votavam nas primárias dos partidos para definir o sucessor de Obama e nós encarávamos com passividade os desmandos dos governos atuais sem reagir à altura da gravidade dos fatos. 

Afinal, como se produz um político perfeito?


O filme é uma adaptação do romance “Pigmaleão” de Bernard Shaw que traz Hannah, uma mulher inteligente e dedicada à carreira política, mas que não consegue se eleger e decide transformar um bruto vendedor de cerveja em candidato ao congresso.

Pigmalião, é uma peça teatral escrita em 1913 por George Bernard Shaw, que conta a história de uma mulher do povo transformada em mulher da alta sociedade.

O enredo parece conhecido? 

É porque uma adaptação cinematográfica tem sido repetida na TV. My Fair Lady, filme de 1964, é a referência para”Totalmente Demais”, uma telenovela da Rede Globo de 2015. 

Pygmalion and Galatea, por Ernest Normand (1886)

E as referências não acabam aí.

É da cultura clássica o mito do pigmalião que, segundo Ovídio, poeta romano contemporâneo de Augusto, retratando um escultor e rei de Chipre que se apaixonou por uma estátua que esculpira ao tentar reproduzir a mulher ideal. Ele vivia em celibato porque não concordava com o comportamento libertino das mulheres locais.

(Até parece a gente, descrendo da política por conta dos políticos atuais e criando um ideal impossível de se concretizar)

A deusa Afrodite, apiedando-se dele e atendendo a um seu pedido, não encontrando na ilha uma mulher que chegasse aos pés da que Pigmaleão esculpira, em beleza e pudor, transformou a estátua numa mulher de carne e osso, com quem Pigmaleão casou-se e, nove meses depois, teve uma filha chamada Pafos, que deu nome à ilha.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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