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do re mi fabrica

Não sou super fã de TV aberta, mas eu adoro musicais da Globo. Tenho um carinho imenso pelos meus LPs (disco de vinil mesmo) com musicais infantis como Casa de Brinquedo, Arca de Noé, Turma do Pererê…

A Globo prepara mais um destes sonhos para o final de ano. Segundo dizem, será uma história com elementos brasileiros e sentimentos universais, ao mesmo tempo que um programa que faz um tributo à música e aborda o direito da criança ao sonho. Vai ao ar na quarta-feira, 23/12 após a novela das oito (meio tarde para crianças, admito) o programa Dó-Ré-Mi-Fábrica.

O programa conta como a música pode mudar a vida de todos, mas, principalmente, dos protagonistas Tom (Maicom) e Ludovico (Lázaro Ramos). Maicom vem de uma família pobre, sonha ser artista e tira do lixão municipal parte de seu sustento; Ludovico é um grande inventor de instrumentos musicais, sócio de seu irmão gêmeo Arquimedes (Lázaro Ramos) numa empresa única, porém, à beira da falência: a Dó-Ré-Mi-Fábrica. A falência é por conta das invenções malucas: Piano de bolso; Berimbola Elétrica – metade berimbau, metade bola de futebol; AquaSax Tenor, um saxofone que faz concertos sub-aquáticos.

Além da música, vários detalhes prometem um espetáculo: a pequena favela e a cidade ao fundo foram ainda construídas em uma escala menor, com pé direito com cerca de 2 metros, para que os morros de lixo parecessem maiores e mais volumosos na visão do menino. Já a rica casa de Arquimedes mostra o empresário sem amigos,  numa triste uma ceia de natal que tem como companhia apenas as cadeiras da grande mesa do cenário que trazem estampadas em seus encostos fotos dos antepassados do rapaz, na verdade montagens que misturam feições de negros de destaque no Brasil e nos Estados Unidos com traços do Lázaro Ramos –  como Obama, Ray Charles, Dona Ivone Lara, Joe Jackson, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong e Mãe Menininha.

Creio que será um especial sensível que não só servirá para entreter, como também reforçar a auto-estima de muitos pequenos brasileiros neste final de ano. A mensagem subliminar do negro rico é forte e atual e Lázaro Ramos se firma novamente como uma figura positiva (e não caricata) na TV brasileira.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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