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Ninguém nasce sabendo das coisas e conforme crescemos vamos adquirindo conhecimento, criando nosso repertório e, felizmente, vamos amadurecendo. Muitas vezes, nesse processo, acabamos repetindo coisas não tão legais e absurdas que ouvimos na escola desde crianças, sentando em rodinhas de conversas e rindo “daquelas piadinhas” ou nos calando quando alguém solta um comentário preconceituoso na hora do intervalo do trabalho, no happy hour depois do expediente, na mesa de almoço da família…

Só que mais cedo ou mais tarde, o jogo tem que virar. Ou, pelo menos, é o que aconteceu comigo. Em algum momento da vida, eu simplesmente decidi não rir mais das piadinhas machistas, racistas ou homofóbicas, por exemplo.

Não tenho mais o menor interesse em ser vista como a menina legal, que não tem frescura, que só tem amigos homens porque sabe o quanto mulher é chata e invejosa. Passei a questionar mesmo, não ligo de ser a ~chata do rolê~, que vai problematizar a piadinha sem graça e fazer o amiguinho pensar no quanto está sendo sem graça e desrespeitoso com a outra pessoa.

E é por isso que indico esse vídeo, da Ana de Cesaro:

É absolutamente aceitável você deixar de ser um idiota, cara 🙂 O ruim é ficar querendo ser o engraçadinho, que ri de tudo e aceita tudo de boca calada para sempre. Todo mundo já fez besteira na vida e tem muita coisa que é cultural, a gente acaba repetindo sem nem pensar, não é mesmo? Repetimos padrões que vemos na rua, na escola, em casa e no trabalho, sem ao menos imaginar o quão estúpido é fazer isso.

Meu desejo é que você, como eu, consiga identificar o momento de se posicionar, de trocar de opinião, de parar de rir de ou falar coisas absurdas. Sempre há tempo de crescer e se a gente quiser, todo dia dá para crescer e aprender um pouco mais 😉


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